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Carles Puyol, o exemplo do fair-play







O futebol é vivido com muita irracionalidade. Por vezes é inevitável. Essa irracionalidade por vezes traz mesquinhez, mesquinhez essa, que traz provocações e origina o conflito dentro e fora de campo.
Hoje trago-vos alguém que se mostrou sempre racional enquanto jogador, sem perder o amor pelo escudo que levava ao peito e principalmente, sem deixar de ser um líder até ao último momento da sua carreira. Com mais de 500 jogos pelo Barcelona, o futebol, ficou mais pobre quando Carles Puyol decidiu abandonar os relvados.
Não foi pela espectacularidade do seu futebol, embora tenha sido um central com categoria. Mas foi sim pela humildade, pelo amor, mas principalmente pelo respeito que mostrava pelo desporto rei.
Era um jogador impetuoso, duro no confronto,sim é verdade, mas nunca mostrou qualquer tipo de maldade para com um colega de profissão, nem teve qualquer tipo de desrespeito para com quem quer que seja.
Foi o único jogador que vi a ser suturado a sangue frio, para não deixar o jogo. Algo inacreditável!
Não gostava de festejos "dançantes" dos seus colegas de equipa, nem de "queixinhas" ao árbitro. Mesmo quando era "acarinhado" pelo adversário por algum motivo, não ficava no chão a 'fazer de conta' na esperança de haver uma expulsão e nem deixava nenhum colega tirar dividendos com o adversário por ele. Este internacional espanhol, foi o homem que não quis o protagonismo de levantar o troféu mais importante de clube e concedeu esse privilégio ao colega de equipa Eric Abidal que teve muitos problemas de saúde(fez um transplante do fígado). Colocou-lhe a braçadeira de capitão e o francês ergueu assim a Taça da Champions League da época 10/11.
Puyol era o fair-play transformado em jogador de futebol.
Nem de propósito! Neste preciso momento em que escrevo o artigo, a FIFA nomeou Puyol, para entregar o prémio Fair-play 2016.
Todos os jogadores, desde os veteranos, aos que agora iniciam uma carreira e até os jovens que perspectivam uma carreira desportiva na alta competição (ou não), devem colocar a forma de ser e de estar deste senhor, como um sério exemplo a seguir. É o expoente máximo de profissionalismo e uma referência,não só 'blaugrana', mas para todos.
O exemplo mais próximo de Carles Puyol será por ventura, Gianluigi Buffon, que tem sempre uma postura de louvar em todos os aspectos.
Dá gosto saber que existem pessoas assim. Deixam sempre uma saudade quando se "perde" alguém que tem uma postura de elogiar a todos os níveis.
Isto é amor ao jogo, isto...é o futebol!

#Abolaédetodos

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