Em relação ao FC Porto, já debatemos muitas vezes o que se passou (e fraseando o Nuno), na "fortaleza do dragão".
Nuno acabado de chegar a um clube habituado a vencer, mostra confiança aos associados, pede o apoio de todos em prol do grupo, mas as palavras não começaram a condizer com o que se via em campo. O "Somos Porto" que Nuno tanto se "deliciava" a dizer, em campo traduzia uma equipa sem ideias e sem "poder de fogo". Pode parecer pouco, mas em 90 minutos de futebol quer dizer muito.
Como já tive a oportunidade de dizer, as contratações não foram as melhores. Os jogadores contratados não valem o dinheiro que foi pago. Por falar em pagar, 6 milhões de euros por Miguel Layun e ninguém sabe dele. 6 milhões por Depoitre, quase já nem sabemos quem ele é. Willy Boly, 6.5 milhões de euros, para ser suplente quando a aposta clara era Felipe e Marcano. Bem, há coisas incompreensíveis. Varela ia ser substituto direto para Maxi Pereira. Um jogador de 31anos( na altura)que nunca soube defender, Nuno ia ensinar Silvestre Varela. Foi o que todos vimos, nem calçou. Ainda houve mais situações, como a de Yacine Brahimi, ainda hoje estamos para entender o que se passou com o argelino. Tanta falta fez ao FC Porto na fase inicial da temporada, mas uma mera "opção técnica" ia deixando o jogador de fora. Em relação ao sistema táctico, a verdade é que Nuno queria utilizar um sistema de 4-4-2, numa equipa que tem o 4-3-3 como a sua matriz de jogo desde há muitos anos. Mas não era só isso. O seu plantel, estava construído para essa matriz e não para o que pretendia Nuno Espírito Santo. Depois fez coisas que nunca entendi. Em casa utilizava o 4-4-2, fora o 4-3-3 e por vezes ao contrário. Na minha humilde opinião, assim não dá para se ter uma equipa competente. A competência que existiu era individual, o que é bem diferente.
Esta equipa dos "azuis e brancos", mostrou uma grande consistência defensiva, algo que se tornou referência na Europa, mas uma equipa precisa de mais, muito mais. Com as constantes variações de sistema de jogo, era impossível haver rotinas quer da equipa quer nos jogadores.
Mas a temporada começou bem. Eliminou a Roma na pré-eliminatoria da Champions League, mantendo o bom nome do clube como um histórico na competição.
Entre as partidas com os italianos, surgiu a primeira derrota frente ao Sporting CP. Num jogo polémico, onde a vitória sorriu aos "leões". De seguida venceu o Vitória S.C em casa por 3-0, mas as exibições não inspiraram confiança aos associados, nem a ninguém. Seguiu-se dois empates seguidos, um para a Champions diante o Copenhaga e fora no terreno do Tondela. Começava aparecer um ruído de fundo na equipa portista, mas uma vitória categórica com uma exibição "sem espinhas" na Madeira frente ao Nacional, fazia criar a ilusão de que as coisas estavam-se a indireitar, mas erradamente. Uma exibição cinzenta, na Bélgica frente ao Brugge, mesmo vencendo, mostrou que ainda não havia "aquele Porto" que todos queriam.
Poderia falar de outros jogos e outras situações que já falamos anteriormente. Mas sendo honesto convosco, este artigo está a ser escrito no exato momento em que Nuno deixou de ser técnico do clube. Por isso penso que já não terá a mesma força para a vossa leitura e sendo assim vou encurtar muito do que tinha para dizer. Mas para terminar a "fase Nuno", quero dizer que para mim, o melhor jogo da época foi em casa frente ao Benfica. Uma excelente exibição a todos os níveis e que fez com que as pessoas acreditassem num novo Porto, mas já sabemos que não aconteceu.
Terminou a Liga e ficamos sem saber qual o sistema de jogo preferido para Nuno, ficamos sem saber quem era o marcador de livres principal, ficamos sem saber quem era o pensador de jogo da equipa, e continuamos sem saber quem vai conseguir fazer deste FC Porto campeão.
Agora é preciso encontrar o treinador ideial. Será difícil porque não encontro muitas opções com essa capacidade como frizei no artigo sobre os treinadores para o FC Porto. Mas é preciso encontrar alguém que tenha o "tal" ADN Porto vincado na sua personalidade. Que seja um líder e saiba o que é vencer, mas dentro de campo.
Que goste de jogar em pressão alta e que implemente agressividade no jogo ofensivo.
Outro aspeto importantíssimo (a meu ver) precisa de ter um discurso com arrogância, direito e ambicioso. Que faça chegar a sua mensagem ao grupo e aos associados.
Agora é preciso "lavar a cara", porque há muito trabalho pela frente. É preciso reestruturar o plantel, fazer vendas porque é algo urgente e preparar uma equipa competitiva, competente, trabalhadora e que honre o passado do FC Porto.
#Abolaedetodos

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