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Taça das Confederações: Portugal vs México (2-1)




Meus estimados leitores, o que eu mais aprecio no meu trabalho, é tudo que eu digo para além de ficar registado, comprova-se em pouco tempo.
Hoje no jogo de Portugal ficou mais uma vez bem patente isso mesmo.
Tal como eu tive a oportunidade de dizer no artigo "O que será preciso para vencer?" este conjunto de jogadores da Seleção Nacional, tem características e qualidade para bem mais do que um 4-4-2 como tem sido habitual com Cristiano Ronaldo em campo.

Ao contrário do que disse insistentemente o comentador do jogo onde foi feita a transmissão, Portugal na minha forma de ver, jogou em 4-2-3-1, com Pizzi ou Moutinho em alternância no apoio a André Silva. Mas foi mais notório o transmontano a fazer esse trabalho. Isto na primeira parte.
Pizzi mostrou que está confiante, foi claramente o pensador do jogo português. Mais bola, mais qualidade na construção de jogo.
Oportunidades que poderiam e deveriam mostrar a superioridade no jogo em relação aos mexicanos. O que, atenção,não significa que os "Chihuahuas" tenham ficado a ver jogar, nada disso! Chicharito teve um momento muito bom, onde obrigou Rui Patrício a uma excelente intervenção.
Dizem que André Silva falhou a grande penalidade, mas para mim, Guillermo Ochoa é que efetuou uma enorme defesa.
Acho que o futebol ofensivo português não foi melhor, porque Nani não esteve muito bem e emperrou muito o jogo da equipa das quinas.

No segundo tempo, olho mais para a Seleção mais como um 4-3-3, onde correram mais os jogadores do que a bola e isso aumentou a fadiga na equipa.
O golo mexicano mostrou displicência defensiva quer de Nelson Semedo, assim como Rui Patrício que deveria ter feito melhor. Com isso, Luís Neto marcou na própria baliza.

As substituições mais uma vez não trouxeram o efeito desejado, tirando o cruzamento de Quaresma que originou o golo de Pepe que levou o jogo para o prolongamento.

No prolongamento, o México entrou melhor, mas foi Portugal, que com um novo penalti, cometido por Miguel Layún, que Adrien não falhou e carimbou o terceiro lugar da Seleção portuguesa nesta edição da Taça das Confederações.

Das alterações realizadas,Nelson Semedo a meu ver foi o jogador em maior quebra, penso que já se sentiu isso no jogo anterior e hoje depois do amarelo condicionou ainda mais a sua prestação no jogo de hoje. A fadiga de uma temporada e depois de estar umas semanas sem competir aliado à falta de entrosamento, complicou a sua tarefa na Seleção.
Gelson hoje não fez um grande jogo, mas mostra capacidade de substituir quer Nani quer Quaresma nas alas.
Estes dois últimos nomes que referi, têm que entender que começa a ser hora de passar o testemunho.

Como eu já disse em outras ocasiões, prefiro Danillo Pereira, porque dá outra dinâmica e tem mais rapidez de processos no jogo ofensivo. Hoje ficou evidenciado isso mesmo.
Não quero entrar em comparações com William Carvalho, que tem outro posicionamento defensivo e precisão no passe, mas acho que Danilo no geral oferece outro tipo de soluções.

No jogo de hoje João Moutinho esteve muito bem, acho que é fácil entender o motivo. O sistema que faz ter outro médio por perto, não cansa tanto o seu jogo e faz com que tenha outro posicionamento em campo. Não exige tanto de si.

Rui Patrício, fez mais uma vez uma exibição de grande qualidade e o golo que sofreu não estraga em nada a sua prestação.

Para terminar e para ressalvar o que eu tenho dito, mesmo antes de sair nos jornais portugueses, Portugal existe para além de Cristiano Ronaldo. É evidente que um jogador com a sua categoria é essencial em qualquer equipa, nem se questiona isso, mas hoje Portugal esteve em campo, se é que me entendem. Hoje houve uma equipa consciente das suas capacidades e estiveram em campo todos a jogar para o mesmo objetivo,ganhar!

Acredito mesmo, que se Portugal e neste caso Fernando Santos, insistir neste sistema tático e começar a dar minutos a estes jogadores, para que se possa criar rotinas de jogo, acredito que o futuro será risonho. Com estas alterações e a integração de jovens valores para começarmos a ter uma Seleção forte em todos os níveis e em todos os setores. Era crucial juntar juventude e experiência e ajudar jovens que têm potencial, terem o "click"de jogadores com outro nível de maturidade.


A Bola É De Todos

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