O Estádio Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira a receber o último jogo da 2°jornada da Liga NOS entre o Chaves e o Benfica.
O Benfica procurou assumir o jogo desde o início, e foi tentando encostar o Desportivo de Chaves à sua área, enquanto o Chaves fechado, aguardava o erro do Benfica ou a recuperação para sair no contra-ataque.
Aos 7 minutos a primeira ocasião de golo dos encarnados, com Sálvio ja dentro da area a passar por Nuno André Coelho e a testar atenção de Ricardo, que se opôs com qualidade.
A partir dos 10 minutos a equipa de Luis Castro começou a subir mais no terreno, a ter uma saida de bola com qualidade, com critério e mostrou mais agressividade ofensiva.
Aos 16 minutos, após um pontapé de canto, Pizzi coloca a bola Sálvio que de fora da área remata colocado com Ricardo a defender e a bola ainda resvalar no poste esquerdo.
Pouco passava dos 20 minutos, "nó cego" de Matheus Pereira a Eliseu, cruza pars a área onde encontra Galvão que com um pontapé acrobático remata à figura de Bruno Varela.
Alguns minutos depois, demarcação de Sálvio, que com um ressalto ultrapassa o guardião flaviense e Nuno André Coelho tira a bola quando ela se encaminhava para a baliza.
Com 25 minutos jogados, o chaves estava subido no terreno, quando sem bola pressionava a construção de jogo do Benfica, quando era dono da mesma, a equipa tinha sempre critério na condução da bola e jogava com qualidade.
Os encarnados, tentavam aproveitar a forma como o Chaves estava em campo e arriscava o passe longo em busca da profundidade e assim apanhar um desiquilibrio na defensiva flaviense.
Com meia hora de jogo, mais uma jogada do Benfica, onde Sálvio mais uma vez não aproveita para fazer o golo. Excelente passe de Cervi que isola o seu compatriota, que faz um chapéu, mas sai muito por cima e estava assim perdida mais uma oportunidade para a equipa da Luz.
Nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, o Chaves procurou encostar o Benfica à sua zona defensiva, mas foram os encarnados que por duas vezes podiam ter mexido com o ativo. Primeiro Salvio e de seguida Seferović.
Uma primeira parte de bom futebol com as duas equipas a quererem mostrar futebol ofensivo de qualidade.
O Benfica quis pegar no jogo, enquanto o Chaves estava mais retraido e jogar num bloco medio/baixo, algo que foi alterando com o passar do tempo. Os flavienses foram subindo no terreno e a ideia passava por colocar a bola em Willian ou Matheus Pereira de forma a causar desiquilibrio na defensiva encarnada.
O segundo tempo começa logo com momentos de intensidade e com Chaves a querer mexer com o jogo. Excelente jogada da equipa flaviense com Jorginho a rematar forte e Bruno Varela com uma excelente estirada a defender.
Em resposta cruzamento atrasado de Salvio para Jonas que envia com estrondo ao poste.
Um Chaves sempre organizado defensivamente, saía sempre de forma agressiva para o contra-ataque.
Enquanto o Benfica, com mais bola, sentia dificuldades em encontrar linhas de passe no último terço do terreno.
Aos 60 minutos, Cervi, que vinha sendo o melhor do Benfica, tem um remate perigoso que Ricardo mais uma vez se opõe com qualidade.
Em resposta, excelente jogada de Matheus Pereira que coloca a bola em Jorginho que remata perigoso com a bola a passar bem perto da baliza de Varela.
Com 70 minutos de jogo, dava sempre a ideia do Benfica ter uma enorme lentidão nos processos ofensivos, mas era o bom posicionamento da equipa flaviense que condicionava a forma de atacar do Benfica.
O Benfica procurava encostar o Chaves à sua zona defensiva, na busca do golo e a equipa flaviense era notória a fadiga causada por um jogo desgastante.
Quando ninguém esperava, passe em profundidade de Pizzi para Rafa que cruza para a área onde surge Seferović que bate Ricardo para o golo encarnado em Trás-os-Montes. O guardião flaviense parece ficar mal na fotografia.
Uma vitoria complica mas justa do Benfica frente a um adversário que teve momentos em que jogou olhos nos olhos com o campeão nacional.
Uma palavra para a equipa de Luis Castro que demonstra uma ideia de jogo interessante e acredito que quando as rotinas estiverem bem definidas e esclarecidas nos jogadores, será uma equipa muito complicada de defrontar.
Excelente jogo de Nuno André Coelho, sempre bem posicionado e crucial em varios momentos do jogo.
Matheus Pereira a ter no Desportivo de Chaves o tempo de jogo e a tal preponderância ofensiva numa equipa para que possa evoluir. Acredito que pode ser uma excelente surpresa nesta edição da Liga NOS.
Ao contrário do que foi dizendo o comentador, não acho que Pizzi tivesse tanta liberdade como quis fazer parecer. Acho mesmo que o seu espaço era encurtado o que não o deixava muito tempo para pensar a não ser jogar a passe curto, ora para André Almeida ora para Sálvio ora para Cervi. Só quando recuava para perto dos centrais tinha mais tempo para ler o jogo(como aconteceu no golo). Nem as tabelas com Jonas sairam como é hábito, o que demontra que a equipa de Luis Castro tinha a lição bem estudada.
Na minha forma de ver,aqui esteve a chave de muitos(ou neste caso poucos) momentos do jogo.
Com este defecho, o Benfica segue juntamente com um grupo restrito de equipas que contam com duas vitórias em outros tantos jogos.
A Bola É De Todos

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