O Sporting defrontou os sadinos do Vitória de Setúbal, naquele que foi o primeiro jogo da época 17/18 no Estádio de Alvalade.
O Sporting impôs desde logo um ritmo forte no jogo, com intensidade e rapidez de processos, onde teve em Daniel Podence o maior destaque no minutos iniciais.
Aos 8 minutos cruzamento de Marcos Acuña do lado esquerdo, com Gelson a surgir na area e a rematar perigoso, por cima da baliza de Pedro Trigueira.
A equipa de José Couceiro, teve muitas dificuldades em assentar o seu jogo. A jogar com as suas linhas muito recuadas o Vitória não tinha qualquer agressividade, nem defensiva nem ofensiva.
Nos "leões", o lateral direito não dava (mais uma vez) a profundidade nem o entendimento certamente desejado por Jorge Jesus. Piccini não mostrava qualquer preponderância ofensiva e era notório apenas Gelson a destacar-se na direita, assim como Podence a descair muitas vezes no mesmo corredor para criar outras formas de desequilíbrio.
Piccini é claramente um defesa direito à antiga. Não tem características para ser um lateral moderno, a meu ver.
Com meia hora de jogo, a equipa leonina, já não mantinha a mesma intensidade inicial, mas jogava instalado no meio campo sadino, muita bola, na tentativa de entrar em zonas de finalização, mas a verdade é que não conseguia criar claras oportunidades de golo por esta altura, com exceção feita aquela oportunidade de Gelson.
Enquanto a equipa do Vitória, procurava sair a jogar, e aos poucos tentava subir no terreno, mas sempre com muitas dificuldades e nunca conseguiu incomodar Rui Patrício.
A situação onde o Setúbal esteve mais perto da baliza leonina foi na cobrança de um livre onde surge Pedro Pinto, com Rui Patrício a ficar um pouco deslocado do seu posto o que criou algum frisson.
O segundo tempo trouxe um Sporting na linha do que sucedeu no inicio do jogo, mas pareceu-me mais decidido e com Battaglia a jogar mais subido do que no primeiro tempo.
Pouco depois do apito do árbitro para o reinicio, Adrien Silva remata de fora da área, e após sofrer um desvio num jogador sadino, a bola embate na trave da baliza de Trigueira.
A equipa de Jorge Jesus, a pressionar muito alto, e de forma agressiva na tentativa de levar a defensiva do Vitória de Setúbal a errar.
Aos 53 minutos, canto de Acuña e Bas Dost, a saltar sozinho na area sadina mas atirar fraco e à figura de Pedro Trigueira.
Em cima do minuto sessenta, a primeira subida do Setúbal do segundo tempo, com Cruzamento de Arnold, mas Willyan a rematar muito por cima.
Pouco depois, lançamento longo da linha lateral para dentro área e Jérémy Mathieu com um pontapé de bicicleta a testar atenção de Trigueira.
De seguida foi Doumbia (acabado de entrar para o lugar de Podence) atirar por cima, após jogada do lado esquerdo.
Aos 67 minutos, "nó cego" de Gelson no lateral do Setubal, que coloca em Adrien que cruza para a área onde encontra Dost que cruza para Doumbia que atira por cima.
Aos 77 bola na profundidade para Bruno Fernandes, que atira à queima roupa contra Trigueira, com a bola a sobrar para Doumbia que atira perigoso, muito perto do poste direito.
Aos 84 minutos, Bruno Paixão, considerou que Nuno Pinto cometeu grande penalidade sobre Bas Dost e o próprio não
perdeu a oportunidade de colocar o Sporting em vantagem.
O Sporting consegue uma vitória tirada a ferros, mas claramente justa,onde foi melhor em todas as fases do jogo e a única equipa com capacidade para alterar o rumo dos acontecimentos.
Pode-se falar da intensidade do toque de Nuno Pinto em Bas Dost, mas a verdade é que quer o árbitro, quer o vídeo-árbitro, não tiveram qualquer dúvidas de que foi cometida falta para grande penalidade.
Uma palavra para o excelente segundo tempo feito por Rodrigo Battaglia, como não me canso de referir a posição 6 é sem dúvidaa melhor para o jogador argentino. Pelo que li e ouvi em toda a pré-temporada das análises feitas eram todas da opinião contrária à minha, mas acho que está à vista de todos, qual a melhor posição para o jogador.
Uma nota para este Sporting num aspeto que considero importantíssimo. Sem William Carvalho e no decorrer do jogo, Adrien também foi substituído, os "leões", demonstraram capacidade e qualidade de jogo, para mudar o jogo e conseguir vencer. Algo que na temporada passada foi um descalabro principalmente quando o capitão do Sporting ao estava em campo. Estas opções de Jesus e o rumo que o jogo teve, mostra que o plantel tem opções válidas, é forte e esta pronto para os próximos desafios.
A Bola É De Todos

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