Quando se pensava que o futebol já não nos surpreendia muito mais, eis que agora surgiu esta exorbitante contratação do Paris Saint Germain.
Neymar Jr. deixou assim um colosso como é o Barcelona, para integrar um projeto milionário da
Oryx Qatar Sports Investments, empresa a quem pertence o Paris Saint Germain.
O dono da empresa, assim como dono do clube parisiense é o qatari Nasser Al-Khelaïfi.
Temos que ver o negócio assim, porque de fato a realidade é esta.
O futebol desde que teve o investimento destes empresários e dos fundos, deixou de ser uma modalidade desportiva e passou a ser um negócio que move milhões, muitos milhões de euros.
Esta contratação bateu de longe qualquer recorde de transferências do futebol mundial. O Paris Saint Germain para conseguir adquirir o passe de Neymar Jr. , pagou ao Barcelona a módica quantia de 222 milhões de euros. Valor estipulado na cláusula de rescisão do jogador quando rubricou contrato com o clube 'blaugrana'.
O jogador era visto como inegociável pelos responsáveis do Barcelona, o que obrigou Al-Khelaïfi a dar-se literalmente ao luxo de resolver a questão pagando este valor inimaginável por um futebolista.
Sendo assim, esta transferência bate em larga escala os 105 milhões de euros pagos pelo Manchester United à Juventus para a contratação de Paul Labile Pogba.
Depois do 'Neymar-Gate', caso conhecido na altura da transferência do brasileiro para o Barcelona em Maio de 2013, devido aos valor envolvidos( o clube catalão anunciou aquisição por 57 milhões de euros quando na verdade o valor total do negócio rondou os 95 milhões de euros),chega agora esta estratosférica transferência que certamente vai abanar( se é que já não abalou) o mercado futebolístico.
Para estes empresários asiáticos e petrolíferos, as cláusulas de rescisão não assustam, quando de fato se quer contar com este ou aquele jogador que é uma referência do mundo do futebol.
O melhor para salvaguardar os interesses desportivos dos clubes é fazer como na Premier League, onde não existem cláusulas de rescisão na grande maioria dos contratos dos jogadores. Assim, os clubes vendem apenas se entenderem que é o melhor para a gestão desportiva e económica do clube.
É por exemplo a situação de Coutinho no Liverpool, o que deixa Klopp descansado em relação à saída do jogador de Anfield Road o que obriga assim o jogador a cumprir contrato até Junho de 2020.
Por falar em cláusulas, tenho dificuldade em entender a postura da Liga Espanhola por não querer aceitar (e recusou mesmo na manhã de quinta-feira) o pagamento dos 222 milhões de euros por parte do emblema francês quando este é o valor estipulado para obrigar o clube abrir mão do jogador.
É uma lei imposta pela entidade que regula o futebol mundial (FIFA), ou seja, não tem qualquer tipo de fundamentação e para além de ser uma ilegalidade esta postura da Liga de futebol de Espanha, a entidade presidida por Gianni Infantino passaria por cima desta situação ridícula sem qualquer dificuldade, ou melhor, nem chegaria a ser uma situação, apenas seria visto como contratempo.
No entanto, como não aceitaram o cheque num "departamento", os representantes do jogador, deslocaram-se até às instalações do clube e em nome do próprio pagaram o valor da cláusula de forma a indemnizar o clube da rescisão unilateral.
Deixando agora os números de lado e olhando para o jogador, Neymar Jr, de 25 anos, entendeu que o melhor para si seria sair da sombra de Messi e abrir o seu próprio caminho para se tornaram rapidamente o número 1 no desporto rei.
Não vou entrar pelo caminho da ganância do seu pai (como muito se fala) que não queria a mudança do filho para Paris. Eu prefiro ver pelo prisma da ambição do jogador em se tornar num ícone num outro patamar do futebol mundial.
O capitão da Seleção 'canarinha' fez parte de um temivel trio de ataque juntamente com Lionel Messi e Luís Suárez, o tal 'MSN'.
Agora prevê-se que Neymar faça novo trio mas com Di Maria e Edison Cavani.
A curiosidade aqui é que embora tenha trocado de equipa e de companheiros de ataque, mantém-se a jogar com um argentino e um uruguaio.
No relvado, nós já sabemos o que Neymar vai oferecer ao futebol do Paris Saint Germain. Irreverência, momentos de grande espetáculo devido à sua imprevisibilidade, qualidade técnica e golos de Belo efeito. Mas para além disso, vai dar ao grupo de trabalho, experiência, dinâmica de vitória e liderança.
Fazendo um apenas um parênteses e olhar para a equipa do Barcelona, no que diz respeito à sucessão de Neymar, com mais de 200 milhões de euros para adquirir um substituto de qualidade,há várias opções de escolha, mas se o jogador pretendido for de um clube milionário e principalmente ao saberem que o Barça ficou com muito dinheiro em caixa, terá também que desembolsar um valor elevadíssimo.
Fala-se muito de Coutinho, mas não creio que fosse o jogador ideal para lado esquerdo do ataque, embora Philippe Coutinho tenha muita classe e encaixe bem numa equipa como o Barcelona(e mesmo no 11 'blaugrana'), mas eu pessoalmente gostava mais de ver Eden Hazard por exemplo. Acho que o seu futebol, encaixaria melhor com o estilo de jogo da equipa da Catalunha.
De salientar que o jogador brasileiro assinou um vínculo para as próximas 5 temporadas onde irá anualmente receber 35 milhões de euros. Nada mais nada menos do que 1.10 € por segundo.
Neymar deverá estar disponível para a primeira jornada da Liga francesa. Caso ainda não esteja na Liga o certificado internacional do jogador, certamente que será apresentado aos associados do clube no Sábado, em pleno Parque dos Príncipes, onde o Paris Saint Germain joga às 16 horas (hora portuguesa) frente ao Amiens no arranque da Ligue 1 17/18.
O Paris Saint Germain foi o único que teve coragem para fazer uma transação deste nível e que no total vai certamente ultrapassar os 300 milhões de euros.
Certamente que nunca ninguém acreditou que fosse possivel alguém pagar está fortuna, fosse por quem fosse, embora se soubesse do poderio financeiro de alguns destes clubes multimilionários.
Com este desfecho surgem na minha cabeça uma pergunta: Terá sido este negócio, o pontapé de saída para nova 'era' no futebol mundial?
Com este desfecho, Neymar Jr. tornou-se não só na figura máxima do clube parisiense, mas principalmente o brasileiro é agora o cartão de visita da Ligue 1 .
A Bola É De Todos

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