Esta noite deu-se o pontapé de saída para a época17/18 com o jogo da Supertaça Cândido de Oliveira entre Benfica e o Vitória SC.
O Benfica impôs o seu jogo logo desde início, com uma pressão alta e dentro do meio campo do Vitória.
Os encarnados impuseram intensidade no jogo e logo aos 6 minutos uma boa jogada de construção ofensiva com Jonas a finalizar de primeira depois de uma má intervenção da defensiva vitoriana a um cruzamento de Pizzi.
Estava assim aberto o marcador no Estádio Municipal de Aveiro.
Passados mais quatro minutos uma recuperação de Pizzi(ou melhor uma falha de um jogador do Vitória)que isola Seferović que com frieza bate Miguel Silva pela segunda vez.
A equipa de Pedro Martins procurou dar um ar da sua graça perto dos 20 minutos, com um livre direto de Raphinha que bateu perigoso para a baliza de Bruno Varela.
Só por volta dos 25 minutos o Vitória começou assentar o seu jogo, mas sem conseguir ser incomodativo para a baliza do Benfica.
Aos 36 minutos uma jogada rápida de contra-ataque da formação de Guimarães com Bruno Varela a opor-se dando o corpo à bola.
O Benfica voltou ao jogo, por volta dos 40 minutos, com mais jogada de entendimento e Pizzi a ser mais uma vez protagonista com um passe para Sálvio que de forma displicente perde a oportunidade para fazer o terceiro da equipa da Luz.
Perto do intervalo o Vitória chega ao golo. Cruzamento do lado direito de João Aurélio para o lado contrário, onde surge Helder Ferreira que devolve a bola onde Bruno Varela ainda desvia mas Raphinha ao segundo poste reduz para 2-1.
No segundo tempo, o Vitoria apresentou-se com mais bola, mas personalidade enquanto o Benfica deu a ideia de querer dar mais iniciativa de jogo ao adversário para depois "matar" no contra-ataque.
Aos 58 minutos Hurtado (inacreditavelmente trapalhão) na cara de Varela não conseguiu bater o jovem guardião depois dos jogadores do Vitória serem mais rápidos na reação à bola enquanto a defensiva do Benfica mostrava alguma benevolência.
Pouco depois a mesma passividade do Benfica, deu espaço para que do meio da rua Hélder testasse atenção de Varela que defendeu com qualidade.
Com trinta minutos decorridos, o Vitória ameaçava o empate, a jogar mais perto da baliza do Benfica e com mais agressividade.
A equipa de Rui Vitória contrariamente, estava mais lenta, mais previsível e a jogar sem intensidade. Aliás a segunda parte foi passada praticamente toda desta forma.
Só perto dos 80 minutos o Benfica quis reagir com Seferović a rematar de longe e a bola a sair muito perto do poste esquerdo de Miguel Silva.
Pouco depois Raphinha dá erradamente a bola a Pizzi que coloca em Jimenez e este com grande frieza e qualidade acaba com qualquer dúvida fazendo o 3-1 para o Benfica.
Sinceramente está vitória do Benfica é algo natural. Mesmo precisando de reforços e olhando para o plantel atual, pode-se dizer que este foi o Benfica na sua máxima força.
Teve uns primeiros 15 minutos muito fortes do Benfica onde a vantagem de dois golos assentava bem, depois foi perdendo fulgor e a espaços foi incomodando um Vitória que entrou mal no jogo e que só assentou o jogo depois dos 20 minutos. Os vitorianos foram-se chegando a espaços à baliza de Varela, onde os lances de maior perigo foram aos 36 minutos e aos 42, com este último a originar com o golo de Raphinha a culminar os bons 10 últimos minutos finais do Vitória SC.
No segundo tempo o Vitória apresentou-se mais agressivo ofensivamente enquanto o Benfica apareceu muito diferente do primeiro tempo. Sem pressionar, sem agressividade e um tanto lento de processos, o que podia ter originado dissabores para a baliza encarnada. Hurtado teve mesmo muito, muito perto do golo.
A equipa de Rui Vitória melhorou após a entrada de Jimenez, ficou mais solta e o terceiro golo também ajudou.
Um dos temas deste defeso é a baliza do Benfica. Varela mostrou segurança em muitos momentos e era visível a confiança que os colegas têm nele pelas vezes que lhe "confiaram" em muitas ocasiões. Embora no lance do golo do Vitória, poderia ter feito melhor(na minha opinião).
Não me canso de referir a situação de Seferović. Causou desconfiança, mas como referi e tenho vindo a referir, numa equipa que ataca 60/70% do jogo ele iria mostrar qualidade e a sua frieza finalizadora.
Pizzi mostrou no primeiro jogo oficial da época a sua importante de toda a temporada passada. Inteligente a todos os níveis, dá ao futebol do Benfica uma vivacidade incrível e tem uma enorme preponderância no jogo ofensivo.
Para mim o homem do jogo.
Deixar apenas uma nota para a excelente iniciativa da organização da Supertaça Cândido de Oliveira em que se associa a Figueiró dos vinhos e doa valores monetários originado de muitos momentos deste jogo...desde cruzamentos a golos. O montante total conseguido foi 121 760€. Parabéns.
A bola é de todos

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