Quando termina mais um mercado de transferências, muitos de nós ficamos avaliar ou a pensar nas exorbitâncias pagas por humanos, por homens, por jovem, por miudos!
O desporto que tanto adoramos, está cada vez mais longe de ser o que já foi. O futebol é cada vez mais uma industria empresarial que movimenta milhões e milhões de euros.
Desde que surgiu Roman Abramovich que adquiriu o Chelsea em 2003 e empresas como a Oryx Qatar Sports Investments a quem pertence o Paris Saint Germain onde a cara visivel é Nasser Al-Khelaifi, a Rossoneri Sport Investment Lux do magnata chinês Li Yonghong que detém 99,93% do AC Milan e ainda o City Football Group do Sheik Mansour bin Zayed que é o dono do Manchester City tudo mudou. Desde a visão da gestão de um clube de futebol, assim como a inflação dos direitos económicos dos jogadores.
Estas equipas são como os jogos virtuais quando queremos juntar os melhores jogadores, ou ter aquele jogador predileto e gastamos milhões de euros virtuais para o contratar, mas o virtual aqui não conta e o dinheiro é bem real, real de mais para ser verdade.
Não podemos criticar quem tem o poderio para o fazer. Podemos falar é do porquê que o fazem. Podemos hipoteticamente falar se é por mera brincadeira, se é um sonho ou um gosto pessoal, porque está mais do que provado que não olham a meios para atingir o objetivo e na minha forma de ver, o objetivo chama-se Champions League.
Estas equipas querem vencer as suas competições internas, principalmente as Ligas é o objetivo principal de qualquer associado, mas para quem tem este poderio financeiro, quer muito mais, quer prestígio, quer ficar na história como eu quis, eu comprei eu consegui! Poderiamos falar nos planteis que são construidos em termos de se transformarem numa equipa e não um conjunto de vedetas, mas o ponto principal do artigo não é esse.
Depois há o lado do empresário, manager ou agente, como queiram chamar. Homens, empresas, fundos, que gerem as carreiras dos atletas. Cada vez menos existem empresários a gerir apenas a carreira futebolística onde para garantirem o jogador oferecem "alguma coisa" em sinal da sua boa vontade ou da importância e a atenção que o atleta terá. Por exemplo Givanildo, mais conhecido por Hulk, o seu primeiro carro foi oferecido pelo seu empresário...um Peugeot 206...mas,como o brasileiro de Paraíba há muitos outros e hoje em dia e cada vez mais, os atletas são atraídos(é a palavra certa), com outros valores muito mais significativos.
Depois os agentes passam a gerir uma vida para além do futebol. Hoje tem uma sessão de publicidade "aqui", amanhã tem outra "ali". Depois surgem as digressões. A Hong Kong, Singapura, China ou aos Estados Unidos.
Vejamos por exemplo o caso de Ronaldinho Gaúcho ou de David Beckham. Já penduraram as botas, mas essas digressões continuam, isto chama-se fazer dinheiro! Por mais que sejam bem tratados, ter que colocar um sorriso no rosto, porque vale a pena estar ali a sua imagem continua a vender, literalmente.
Depois há o lado do jogador, o lado de quem não tem culpa do valor que hoje em dia se gasta em redor do mundo do futebol. De há uns dois ou três anos a esta parte, usa-se muito a expressão: " o jogador vale o que o clube está disposto a pagar". Não! Não é verdade! Ninguém, mas rigorosamente ninguém merece que se utilize dinheiro que abala ou ajudaria e de que maneira qualquer economia de um País na sua pessoa, rigorosamente ninguém. Por mais qualidade que se tenha, ninguém merece.
Os jovens hoje em dia são quase empurrados pelos pais de que têm que ser jogador de futebol, é isso que os vai fazer ficar "bem na vida", ponto. A ambição dos jovens atletas das formações, passa de ter como objetivo chegar ao plantel principal e poder mostrar que tem qualidade para estar ali, para querer dar nas vistas para entrar numa realidade de luxos, carros topo de gama, mansões, e por ai fora.
Ora em primeiro lugar os agentes que se aproximam destes jogadores e depois os milionários dos clubes,que fazem com que todo o objetivo inicial seja concretizado. O jogador tem aquilo que sempre lhe incutiram desde miudo, o agente tem a sua enorme comissão e o dono do clube, tem mais um jogador para o ajudar no seu "hobby.
Cada uma acaba por construir o seu objetivo e no meio disto tudo, ninguém quer saber do que mais interessa ao adepto comum...o futebol. Quem trabalha no duro para pôr comida na mesa e ainda pagar as cotas ou a tal 'gamebox', que apanha chuva, que faz milhares de quilómetros numa época para ter o gosto de ver a sua equipa do coração jogar, ninguém pensa neles. Ninguém. Por isso quero deixar uma pergunta aos meus estimados leitores: no final das contas, quem é que é a verdadeira "carne para o canhão"?
A Bola É De Todos

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