Estádio do Dragão a receber o jogo entre o FC Porto e o Desportivo de Chaves em jogo referente à 5° jornada ds Liga NOS.
A grande novidade no 11 dos "azuis e brancos" foi a chamada de Miguel Layún para o lado direito da defesa.
O FC Porto que pegou no jogo desde o primeiro minuto. Sempre com tranquilidade e segurança, critério na construção e rapidez nos processos ofensivos. Teve aos 5 minutos boa jogada de ataque com Brahimi atirar à figura de Ricardo. Pouco depois (aos 8 minutos) canto batido na direita onde na área aparece Danilo com um cabeceamento perigoso para a baliza flaviense.
Isto, perante um equipa do Chaves a jogar num bloco baixo, que não criava qualquer perigo, nem fazia qualquer tipo de pressão ao portador da bola. Procurava estar bem posicionado e mostrou sempre a ideia de querer jogar apoiado no seu processo de jogo ofensivo.
Aos 27 minutos uma rara saída de ataque do Chaves , numa boa investida de Djavan pelo corredor esquerdo com Bressan atirar forte contra um defesa "azul e branco", mas acabaria por ser assinalado fora de jogo, mas fica a boa jogada da equipa flaviense.
Aos poucos a equipa de Luis Castro foi ganhando mais confiança,muito por executar bem as ideias do seu treinador no seu processo defensivo. Começou a sair mais da sua zona de conforto e foi subindo no terreno com uma troca de bola com critério e com William a jogar muito bem de costas para a baliza.
Por esta altura( 40 minutos jogados) os "dragões" embora sempre com mais bola e mais inciativa de jogo, não conseguiam ultrapassar a barreira defensiva do Chaves e incomodar Ricardo.
Uma primeira metade onde o FC Porto foi superior em todas as fases do jogo, mas teve dificuldades em cimentar jogadas de perigo junto da baliza de Ricardo. Um jogo com pouca largura e com pouca profundidade efetiva, da equipa dos"dragões", esbarrava sempre no corredor central onde o Chaves teve sempre mais jogadores. Aboubakar pouco ou nada em jogo devido ao pouco jogo para a área. Era Brahimi o jogador mais solicitado na procura de desmontar a defensiva flaviense.
A equipa de Luis Castro, trouxe a lição bem estudada. Bem posicionado defensivamente, com o passar do tempo foi subindo no terreno e começou a ter critério na troca de bola, com esta postura, o Chaves começou a criar impaciência na equipa "azul e branca".
No segundo tempo, Sérgio Conceição colocou Soares em campo e ficou com toda a "carne no assador", com o brasileiro a juntar-se a Marega e Aboubakar.
O efeito desta alteração foi quase imediato! Boa jogada de entendimento dos "dragões", com o camaronês do FC Porto depois de um bom movimento individual,a bater Ricardo e a fazer o 1-0 no Dragão.
O Chaves mesmo depois do golo sofrido surgiu mais solto para esta segunda parte, a ser mais agressivo quer no processo defensivo, quer no ofensivo. Demonstrou rapidez na troca de bola e na transição ofensiva.
A equipa da casa continuou com a mesma postura que teve em quase toda a primeira parte. Com mais bola, mais iniciativa de jogo, mais rapidez de processos. Aos 60 minutos canto batido da esquerda, com Marcano a desviar para Soares, mas a bola a não chegar nas melhores condições para o brasileiro conseguir ampliar a vantagem.
Aos 70 minutos, jogada de ataque do Chaves, com um cruzamento da direita onde surge William completamente sozinho, mas este não consegue bater Casillas. Enorme oportunidade para os flavienses!
Aos 80 minutos Galvão imitou o colega de equipa. Pedro Tiba com uma excelente visão de jogo, coloca a bola em Galvão que na cara de Casillas atira para fora. Nova perdida incrível do Chaves.
Em jeito de resposta, canto batido por Telles e Felipe a subir mais alto que todos e atira forte com a bola a passar a milímetros do poste direito da baliza de Ricardo.
Com cinco minutos para chegar ao fim do tempo regulamentar, cruzamento para a área onde aparece Soares que cabeceia mas Maras coloca o braço na direção da bola e faz grande penalidade que o próprio Soares na conversão e após uma primeira defesa de Ricardo faz o 2-0 e acaba com o "suspense" que estava criado no jogo.
Como se não bastasse, no lance de ataque seguinte, excelente cruzamento do lado esquerdo de Oliver para o segundo poste onde aparece Marega, com o maliano a fazer o 3-0 final.
Uma vitória justa do FC Porto, que mesmo tendo sido melhor em todas as fases do jogo e em quase todo o encontro, teve hoje pela frente uma equipa que vendeu muito cara a derrota. O resultado não espelha efetivamente tudo o que se passou em campo e o Chaves teve mesmo oportunidades para levar outro resultado do Dragão, caso não demonstrasse tanta displicência na concretização.
Contra equipas com a qualidade que os "grandes" têm hoje em dia, as poucas oportunidades que surgem para finalizar, é preciso concretizá-las. Por vezes os jogos são decididos na qualidade individual dos jogadores e hoje isso ficou patente. William e Galvão criaram calafrios no Dragão, mas não passou disso mesmo, calafrios...!
Uma palavra para o Chaves que é hoje uma equipa muito diferente da temporada passada. Para além de ter perdido muitos jogadores importantes que se transferiram (principalmente) para o Aves quer para o estrangeiro, como foi o caso de Rafael Lopes que se transferiu para o Omonia, (equipa do Chipre) tem também outras ideias de jogo. A equipa prática um futebol de qualidade, com critério, como é apanágio das equipas de Luis Castro. Acredito que com este empenho e com uma melhor assimilação dos processos, a equipa fará uma segunda volta de muita qualidade.
A Bola É De Todos

Comentários
Enviar um comentário