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A Rússia é já ali...ou não...



Há situações que não dependem só de nós e como em tudo na vida, por mais que haja situações propícias a que tudo aconteca normalmente e de forma favorável, há coisas que fogem ao nosso controlo. O futebol faz jus a isto mesmo e é algo que pode acontecer à Argentina e está, diria, 95% prestes acontecer à Holanda.

É complicado acreditar que uma formação com um poder de fogo como tem a Seleção alviceleste, com jogadores como Di Maria, Dybala, Higuain,Kun Aguero, Icardi e o próprio Messi, esteja com problemas na finalização e que sintam grandes dificuldades em ultrapassar a barreira defensiva dos adversários.
Agora não há mais margem de manobra para a Argentina, é ganhar ou ganhar!
Para além das contas da qualificação, a Argentina não falha um Mundial desde 1970 e é mais um "carrego" nas costas de Messi e companhia. Outro fator com "peso" e com significativa relevância, é o caso da Seleção das pampas, não conseguir vencer no Equador desde 1960.

Sem qualquer tipo de ajuda alheia, a única certeza que existe neste momento é que a vitória frente ao Equador na próxima quarta-feira, garante o 'play-off' diante a Nova Zelândia em busca do "passaporte" para a Rússia.


Em relação à Seleção das "tulipas", o desfecho é matematicamente possível, porém, complicado. Aliás, muito complicado! A Holanda precisa de vencer por 7-0 a Suécia para conseguir chegar à Rússia.
A Seleção laranja não é a mesma de outros tempos nem perto de ser aquela a quem pertenceu Edgar Davids, Clarence Seedorf,Dennis Bergkamp ou Patrick Kluivert (para não recuar ainda mais no tempo), mas tem qualidade para fazer muito mais e muito melhor, mas é preciso ter a responsabilidade e a competência bem presentes. Teoricamente, ou ter as palavras corretas não chegam, é preciso mostrar tudo isso na postura a apresentar no próprio jogo, há muita qualidade, há muito potencial, mas é preciso demonstrar toda essa capacidade em conjunto.
A Seleção holandesa ficou de fora do Euro 2016 e agora só um autêntico milagre não fará com que aconteça o mesmo rumo à Rússia. Jogadores como Arjen Robben, o jovem Tete, Kevin Strootman ou Memphis Depay, são nomes que farão falta numa competição deste nível.

Em termos mediáticos, mas também e de forma evidente e bem clara em termos desportivos, um Mundial sem Lionel Messi,não é algo que os amantes da modalidade queiram que aconteça, mas não é algo inédito. No passado e mesmo nos tempos que correm, houve grandes jogadores ficaram foram de grandes competições internacionais de Seleções. Quer pelo fracasso de uma má qualificação, ou por não jogarem numa Seleção que seja suficientemente forte para lutar pelo acesso a uma fase final.
Temos o exemplo do País de Gales onde indiretamente privou Ryan Giggs de jogar grandes competições e agora "sofre" Gareth Bale do mesmo "problema". Zlatan Ibrahimovic e a sua Suécia falharam último Mundial no Brasil, num passado mais longínquo, George Weah primeiro e único jogador africano que venceu o prémio FIFA para melhor jogador do mundo, nunca esteve numa fase final, visto que a sua Seleção, a Libéria, não demonstrava capacidade para tal.


Como não me canso de dizer, por mais que haja mais qualidade individual e coletiva, ninguém, mas ninguem joga sozinho. Do outro lado há outra equipa que luta com as suas "armas" para também poder alcançar os seus objetivos, sejam eles quais forem.
A Seleção portuguesa, embora em circunstâncias diferentes, ainda não está descansada, nem livre de perigo. É preciso vencer a Suíça no Estádio da Luz para carimbar o acesso direto ao Mundial 2018, enquanto os suíços que fizeram o pleno até ao momento nesta fase de qualificação, basta um empate em Lisboa para terem o passaporte direto para a Rússia e assim obrigar Portugal a lutar pelo acesso no 'play-off'.

Quando por variados motivos se facilita no inicio das provas, a reta final obriga a uma maior exigência fisica e mental dos jogadores e, no fim das contas, para além dos atletas, quem sofre e paga a fatura é a entidade patronal, ou seja, os clubes.



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