A jornada 11 da Liga NOS, jogou-se no Estádio D.Afonso Henriques com o Vitória SC a receber o campeão nacional, Benfica.
Rui Vitória apresentou uma equipa com um miolo mais estruturado, na linha do que fez ao meio da semana frente ao Manchester United.
Luisão regressa ao seu posto saindo Jardel, André Almeida entra para o lado direito da defesa, Eliseu substitui Alex Grimaldo, Krovinovic em estreia a titular em jogos da Liga em detrimento de Samaris, assim como Jonas entrou para ser a "referência" do ataque substituindo Raul Jimenez.
Um início de jogo que teve alguns problemas na bancada e que atrasou desenrolar do encontro.
Sem grandes motivos de importância para destacar, as equipas passaram os primeiros 20 minutos na tentativa de se encaixarem e entenderem a melhor forma quer de construir, quer de fechar os espaços de uma e da outra equipa.
Aos 22 minutos, jogada de entendimento pelo corredor direito do ataque dos encarnados, Sálvio, coloca em André Almeida que por sua vez, troca a bola com Krovinovic, o croata lança Almeida na profundidade com este último a cruzar para Jonas que com a eficácia habitual abre o ativo em Guimarães. Uma excelente golo do Benfica, onde tudo pareceu simples e fácil.
Depois de sofrer o golo, o Vitória, subiu mais no terreno, tornou-se mais agressivo na pressão ao portador da bola e na transição, mas não conseguia criar um perigo efeitvo para a baliza de Svilar.
O Benfica estava bem no jogo, confortável e a jogar de forma inteligente. Principalmente com este maior equilíbrio no meio campo a equipa tornou-se mais camaleonica o que baralhava a equipa do Vitória.
Aos 43 minutos, excelente entendimento do corredor direito do Benfica , com Sálvio a surgir em zona mais inteiro, depois de combinação com André Almeida e na cara de Miguel Silva o argentino não conseguiu ampliar a vantagem.
Uma primeira parte onde o Benfica esteve melhor em termos táticos, foi mais inteligente, pragmático e mostrou eficácia.
Em termos práticos, o jogar com dois construtores, Pizzi e Krovinovic, baralhou por completo o Vitória. A equipa de Pedro Martins procurou reagir ao golo sofrido, melhorou, mas teve sempre dificuldades em ultrapassar a última barreira encarnada.
O segundo tempo, trouxe um Vitória significativamente melhor. Mais subido, mais agressivo a todos os níveis e a jogar mais perto da baliza de Mile Svilar.
O Benfica não conseguia pensar o seu jogo, nem tão pouco ter bola, devido à pressão por parte da equipa de Pedro Martins.
Aos 62 minutos, Heldon, flete para a zona central, e remata forte e colocado, com a bola a sair muito perto da baliza de Svilar. Excelente momento do Vitória.
Na entrada para o último quarto de hora de jogo e quando o Benfica estava a começar a ter mais bola para pensar o seu jogo,Jonas lança Samaris que na cara de Miguel Silva, não perde a oportunidade de ampliar a vantagem.
Pouco depois, nova jogada encarnada com Diogo Gonçalves numa zona mais interior a lançar Sálvio, com o argentino a picar a bola sobre Miguel Silva e a fazer um golo cheio de categoria. Estava feito o terceiro golo encarnado!
O Vitória reagiu bem aos dois golos quase de rajada, e Rafael Martins aos 86 minutos a reduzir a desvantagem. Passe de Rincón para Rafael Martins que remata forte e a bater Svilar que dá a ideia de não ver a bola partir.
Em cima do apito final, André Almeida, cometeu grande penalidade sobre Rafael Martins. Na conversão, Junior Tallo atirou por cima.
Uma vitória justa do Benfica que foi a melhor equipa nomeadamente em termos táticos.
A equipa de Rui Vitória, principalmente na primeira parte, foi mais pragmática e concretizou uma das duas oporunidades que teve.
Na segunda parte o Vitória teve uma excelente reação. Mesmo não conseguindo incomodar de forma efetiva o Benfica, teve bola e esteve melhor em todas as fases do jogo. No último quarto de hora o Benfica melhorou, teve mais bola e conseguiu pensar o seu jogo e com isso marcou dois golos que lhe deram outra tranquilidade embora não aproveitada.
O Vitória reagiu bem, ainda marcou e falhou um penalti, mas o golo não foi mais do que um prémio de consolação pela excelente segunda parte que fez.
Como os meus leitores sabem, eu sempre defendi que a melhor opção para o Benfica passava por um miolo de 3 homens. Sendo esses homens, Krovinovic e Pizzi à frente de Fejsa, com Jonas solto na frente, a baixar e a segurar por vezes a bola para a entrada entre linhas quer do transmontano, quer do croata em busca de combinações e mesmo da finalização. A entrada de Krovinovic a titular no Benfica era a meu ver,apenas uma questão de tempo. Rui Vitória finalmente entendeu que a consistência e um maior equilíbrio só pode ser conseguido desta forma e, com isso teve bônus. Ganhou uma maior criatividade e inteligência. Agora, as rotinas e as dinâmicas só serão conseguidas e aperfeiçoadas com o acumular de partidas a usar quer o sistema tático quer os jogadores nestas posições. Por exemplo Krovinovic tem que habituar-se a soltar mais a bola quando recua no terreno na hora de começar a construir e neste momento Pizzi não aguenta 90 minutos. Os 52 jogos da época passada têm que ter as suas repercussões.
Sinceramente, o que mais me satisfaz, é as minhas ideias, quer táticas quer em termos de escolhas para os lugares nesse mesmo sistema, fazerem sentido e darem os melhores resultados. Não por mim nem para ter razão, mas para que vocês possam ter uma melhor visão do futebol e das formas que a vossa equipa, (o Benfica neste caso) pode tirar os melhores dividendos dos seus ativos.
Esta "nova" forma de jogar é algo que esta época os três "grandes" estão a optar e com sucesso. Mesmo com as suas diferentes variantes devido às ideias quer dos treinadores assim como das próprias características dos jogadores.
A Bola É De Todos

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