Estádio de Alvalade a receber o encontro entre Sporting CP e SC Braga, num jogo referente à jornada 11 da Liga NOS.
Jorge Jesus apresentou o mesmo 11 que defrontou a Juventus para a Champions League.
Um início de encontro frenético como qualquer amante da modalidade gosta. Uns primeiros 10 minutos de parada e resposta, com intensidade, rapidez de processos e lances de frisson para ambas as balizas. Houve algum ascendente do SC Braga nos minutos inicias, mas entretanto os "leões" assumiram as rédeas do jogo.
O primeiro momento de grande relevo surgiu aos 26 minutos. Canto batido do lado direito do ataque leonino, com Coates a cabecear para o canto inferior direito e Matheus a defender com uma excelente intervenção.
Ao minuto 37, livre direto batido por Bruno Fernandes, com a boa a baixar e a chegar rapidamente ao canto inferior esquerdo, e mais uma vez Matheus a mostrar rapidez e agilidade e a completar mais uma excelente defesa.
Uma primeira parte de muita qualidade e de bom futebol de parte a parte.
O Sporting assumiu as despesas do jogo com o passar do tempo e a ter as oportunidades mais flagrantes para abrir o marcador.
O SC Braga entrou bem, teve mesmo o primeiro momento de frisson do jogo por Paulinho, mas tinha como estratégia manter um posicionamento acertado e procurar sempre que possivel sair rápido no contra-ataque.
O segundo tempo, começou com o SC Braga a marcar um golo, que foi mal anulado a Fransérgio.
O Sporting continuou com mais bola, mais iniciativa de jogo, como aliás já vinha da primeira parte.
A equipa de Abel Ferreira, preocupava-se mais em defender e não conseguia construir jogo ofensivo, só aos 60 minutos de jogo, o SC Braga, subiu mais no terreno e começou a ser mais agressivo na pressão ao portador da bola.
A primeira jogada de perigo da segunda parte, aconteceu ao minuto 62 com um cruzamento de Bruno César para o segundo poste onde aparece Bas Dost que por pouco não consegue abrir o marcador.
Depois da ameaça, veio o golo! Jogada de ataque com agressividade e dinâmica, com Gelson na zona central e colocar na direita em Bruno Fernandes que de forma tensa cruza para a área onde surge Bas Dost que em antecipação ao defesa coloca o pé à bola e abre o ativo em Alvalade. Excelente movimento atacante e grande finalização do holandês.
O Sporting depois do golo, estava forte. Estava intensa, dinâmica e mais agressiva ofensivamente.
A equipa de Abel, sentia muitas dificuldades em construir e pensar o seu jogo.
Na entrada para os últimos 15 minutos, o Braga alterou o seu sistema tático, a equipa subiu no terreno, passou a ter mais bola e começou aproximar-se com mais perigo à baliza de Rui Patrício.
Aos 85 minutos o Braga chega ao golo! Grande penalidade cometida por Coates sobre Danilo Barbosa, que Dyego Sousa acabado de entrar a não facilitar e a empatar o jogo.
Pouco depois e sem o Sporting conseguir contrariar estes minutos fortes do Braga, Danilo Barbosa rematou do meio da rua e a fazer um golaço sem hipóteses para Rui Patrício.
Em cima do fim do jogo, Ricardo Horta, comete grande penalidade sobre Bruno Fernandes, com o próprio a converter em golo acabava assim um jogo que teve una 20 minutos finais frenéticos.
É complicado avaliar a justiça no resultado, mas também é esta a beleza do futebol.
Este empate penaliza mais o Sporting que foi melhor em todas as fases durante 65/70 minutos tempo de jogo. Para além de ter mais bola, teve mais iniciativa de jogo, demonstrou uma maior agressividade e mais qualidade.
O SC Braga entrou bem, mas depois só a espaços teve alguma ascendência no jogo. Só depois da alterações feitas por Abel Ferreira ao minuto 75, a equipa bracarense começou a chegar mais insistentemente à baliza de Patrício e a provocar calafrios à defensiva do Sporting.
Aquele golo mal anulado no início do segundo tempo a Fransérgio, mudava certamente a história do jogo, mas os últimos 15 minutos do Braga, onde impuseram o seu jogo, foram melhores e marcaram mesmo dois golos.
Fica um amargo de boca porque ficou patente que o SC Braga podia e devia ter feito mais porque tem qualidade futebolística para isso.
Abel Ferreira esteve bem e foi inteligente nas alterações e pode aprofundar esta ideia tatica que implementou na parte final de jogo, porque pode tirar mais e melhores dividendos no futuro.
Quero deixar apenas uma nota.
O video-árbitro não pode interferir caso árbitro apite antes da bola entrar. De qualquer forma deixo a questão: será que na comunicação entre Carlos Xistra e o VAR, terão alertado que a arbitro auxiliar erro ao levantar a bandeira?
De qualquer forma, aproveito para dizer que o video-árbitro veio facilitar muitas situações, mas também estão a colocar-se a jeito para as críticas e com razão.
Não preciso inumerar as situações, porque todos sabemos em que campos aconteceram e não me refiro apenas aos jogos dos "grandes".
É lamentavel porque ficam duas leituras deste tipo de situações. Ou é um erro de arbitragem que não é assinalado, ou uma má analise do video-árbitro. Há casos, que é mesmo as duas situações.
Já disse e repito, todos os clubes têm telhados de vidro, todos! Por isso convém que tenham contenção nas palavras porque erros acontecem, seja para que lado for.
A bola é de todos

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