Esta semana, dois jogadores de altissima qualidade terminaram a sua carreira.
José Roberto da Silva Junior, conhecido apenas por Zé Roberto, hoje com 43 anos, decidiu pendurar as botas.
A sua carreira profissional começou no Portuguesa, e 23 anos depois, termina no Palmeiras.
O seu primeiro clube na Europa foi o Real Madrid, mas a maior parte da sua carreira, assim como quase todo o seu Currículo foi escrito na Alemanha onde representou Bayer Leverkusen, Bayern de Munique e Hamburgo em cerca de 11 anos da sua vida.
No Brasil, para além da já referida Portuguesa e do atual "Verdão", vestiu também a camisola do Flamengo, Santos e Grêmio.
Teve ainda uma passagem fugaz pela equipa do Qatar, Al-Gharafa Sports Club.
Pela canarinha, esteve presente em 84 jogos e marcou 6 golos.
No total foram 974 jogos oficais e 102 golos marcados por um canhoto versátil, mas que o corredor esquerdo era o seu preferencial. Fosse a extremo ou a lateral, Zé Roberto era sinónimo de qualidade e dava todas as condições aos treinadores de que seria feito um excelente trabalho dentro de campo.
Poucos dias depois, Júlio César Soares de Espíndola, onde no mundo futebolístico é apenas tratado por Júlio César, com 38 anos, fazia o mesmo.
O agora ex-guarda-redes do Benfica, para além da formação, iniciou a sua carreira como profissional no Flamengo onde permaneceu por 7 anos antes de viajar para Itália. À sua espera estava um contrato para ingressar no Inter de Milão.
Inicialmente representou o Chievo por empréstimo dos "Nerazzurri", antes de figurar em definitivo na equipa e se tornar uma lenda do clube.
Em 2011 aventurou-se na Premier League, mais propriamente no Queens Park Rangers, mas não correu de todo como esperado. Ano e meio depois, surgiu a oportunidade de jogar na Major League Soccer onde defendeu a baliza do Toronto FC.
Júlio César era um sonho do Benfica que só foi possivel ser realizado em 2014, numa péssima fase da carreira do guardião.
A direção encarnada acreditou sempre que as suas qualidades estavam intactas, estando apenas com o seu orgulho ferido. Na verdade, Júlio César ainda demonstrou na Luz que podia dar muito ao clube e na verdade deu. Teve momentos onde mostrou o porquê de ter sido considerado pela FIFA o 3° melhor do mundo em 2009 e o 2° em 2010. À sua frente apenas os lendários Gigi Buffon e Iker Casillas em 2009 e em 2010 apenas o guarda-redes espanhol ficou à frente.
Embora tenha uma lesão crônica na coluna, Júlio Cesar fez uma carreira de alto nivel e será sempre considerado dos melhores guarda-redes de sempre e isso é de louvar.
Fiz referência a estes duas lendas do futebol brasileiro e internacional, porque foram dois jogadores que apreciei cada um à sua maneira.
Onde mais desfrutei do futebol deles, foi no Bayern de Munique em relação ao Zé Roberto e Júlio Cesar no Inter de Milão, onde teve a melhor fase a sua carreira.
Jogadores de reputação nacional, por vezes têm atitudes de maior relevo do que quem pertence ao estrelato, isto é um fato. E para quem de fato quer aprender e singrar no mundo do futebol, para além da indispensável sorte e ima postura humildade, requer também aprendizagem e seguir o bom exemplo dos bons atos. Porque como disse Zé Roberto: "Termina a carreira, mas fica um legado" e é esse legado que fica para que se possa continuar a escrever história.
A Bola É De Todos

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