A rubrica "ainda se lembra de..." desta semana, viaja até à Libéria onde nasceu muito provavelmente o melhor jogador africano da história do futebol Mundial. Foi melhor jogador do Mundo e hoje é atualmente o presidente do seu país.
Estimados leitores, hoje revivemos o passado de...George Weah!
George Tawlon Manneh Oppong Ousman Weah, nasceu no dia 1 de Outubro de 1966 em Monróvia, na Libéria.
Weah começou a jogar futebol com 15 anos, no Young Survivors e mais tarde no Bongrange Company.
Como sénior, jogou no Mighty Barrolle e posteriormente no Invicible Eleven, onde foi a estrela maior e chamou atenção de clubes dos Camarões, como por exemplo o Tonnerre Yaoundé, onde permaneceu apenas uma temporada.
O na altura treinador da Seleção dos Camarões, Claude de Roy,deu a conhecer George Weah a Arsène Wenger. O na época treinador do Mónaco, ficou impressionado com a capacidade do jogador liberiano e em 1988 o Mónaco abria as portas do futebol Europeu a Weah.
Começava a mostrar todo o seu futebol e no ano seguinte, ganhou mesmo o prémio de futebolista africano do ano primeira vez.
Os títulos no Mónaco começavam a preencher o seu currículo, principalmente a Ligue 1, o que também ajudava a notabilizar ainda mais Weah.
Em 1992, o Paris Saint Germain adquiriu os direitos do jogador liberiano e Weah continuou a preencher o seu currículo ao serviço do clube parisiense.
Tal como havia sucedido no clube do principado, Weah venceu não só o 'Championnat', como também a Taça de França por duas ocasiões e a Taça da Liga . Em 1995 tornou-se o melhor marcador da Champions League.
Nesse mesmo ano cívil, e prestes a começar a época 95/96, George Weah mudava-se para Milão, onde vestiu as cores do AC Milan. Foi chegar, ver e vencer! Com Fábio Capello no comando técnico, o liberiano fez parte de um tridente atacante com Roberto Baggio e Dejan Savićević e o 'Scudetto' foi uma realidade no final da época.
A sua performance no Paris Saint Germain e no Milan fizeram com que George Weah fosse consagrado como melhor jogador do Mundo com carimbo FIFA e pela revista France Football e voltou a receber a distinção de melhor jogador africano pela terceira vez.
Na temporada seguinte ainda ficou em segundo lugar para melhor jogador do Mundo, venceu o prémio Fair-Play da FIFA(mesmo tendo partido o nariz a Jorge Costa em jogo no Estádio das Antas) e foi considerado o jogador africano do Século por jornalistas desportivos do mundo inteiro.
Conseguiu vários titulos pelo clube 'rossonero', onde voltou a ser campeão em 1999, mas para além de toda a sua capacidade, o que era grande destaque no seu futebol, era a sua capacidade de fazer golos de belo efeito. Weah, marcava golos espetaculares, muitos desses golos, ele passava por inúmeros adversários até fazer o golo. Como exemplo, um golo frente ao Hellas Verona, onde passou por 7 adversários até finalizar com sucesso.
Na abertura da janela de transferências em Janeiro do ano 2000, o Milan emprestou Weah ao Chelsea de Inglaterra, até ao final da temporada.
As suas prestações no clube londrino foram estrondosas, mas estranhamente, o treinador na altura, Gianluca Vialli, no final da época não fez um esforço para assegurar em definitivo os seus préstimos, levando a que Weah assinasse pelo Manchester City, que tinha acabado de subir à Premier League.
Desta vez, o seu percurso no clube de Manchester não teve o mesmo sucesso e efetuou apenas 11 jogos, onde só em 3 deles fez os 90 minutos.
Obviamente desagradado com a situação, a saída foi o melhor e o regresso a França, mais prorpiamente ao Marselha foi o melhor caminho a seguir.
Permanceu até Maio de 2001 no clube francês e de seguida aventurou-se a jogar no Al-Jazira SCC, clube dos Emirados Árabes Unidos. Após duas temporadas e com 37 anos, George Weah optou por terminar a sua carreira como profissional de futebol.
Em termos de Seleção, Weah era o expoente máximo e a cara da Libéria, mas nunca conseguiu transportar a sua categoria para sua Nação. Foram 20 anos a tentar levar a Libéria a outros patamares mas sem sucesso.
No total da sua carreira, foram 631 jogos e 288 golos.
Em termos de características, George Weah era um avançado extremamente explosivo. Raro no futebol mundial, talvez Ronaldo Nazário na sua época no Barcelona, fosse o mais próximo deste jogador liberiano.
Weah era forte, extremamente possante, muito difícil de parar. Foi um ponta de lança que embora não fosse um grande goleador, com números exorbitantes por época, era letal e fazia golos de uma qualidade enorme.
#Curiosidade: Weah foi recentemente o vencedor das eleições democráticas do seu país em 73 anos. Tornando-se assim no primeiro jogador de futebol assumir o cargo de presidente de um país.
A minha escolha desta semana, caiu sobre Weah porque foi um jogador de excelência de uma nacionalidade sem qualquer expressão futebolística. Diria mesmo que foi abençoado com características que nunca mais nenhum jogador liberiano terá.
Foi o primeiro e é até ao presente, o único jogador africano a ser considerado melhor jogador do mundo e isso merece evidentemente ser destacado.
Um ponta de lança de classe Mundial que sempre respeitou o seu país e que nunca quis naturalizar-se nem por França nem por Itália e talvez por isso hoje seja tratado por... Sr. Presidente George Weah.
#Aindaselembrade
A Bola É De Todos

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