O Estádio do Dragão foi palco do jogo entre o FC Porto e o Vitória SC referente à 17° jornada da Liga NOS.
Sérgio Conceição desenhou um 11 dentro do habitual, apenas com duas alterações forçadas isto em relação ao seu 11 tipo. Em relação ao último jogo em Sta Maria da Feira, Reyes entra psra o lugar de Felipe e Oliver Torres entra para o lugar de André André, que por sua vez, havia substituído Herrera.
Uns primeiros 20 minutos, bem disputados, mas sem oportunidades de parte a parte.
O FC Porto com mais bola, mas sem conseguir ligar o seu jogo como tem sido habitual, principalmente o seu jogo entre linhas.
Do outro lado, a equipa de Pedro Martins apresentou-se personalizada e visivelmente com a "lição" bem estudada. Coesa e bem posicionada em campo, principalmente no seu processo defensivo e a construir o seu jogo com critério. e a pressionar o FC Porto no miolo condicionando a sua construção.
Aos 21 minutos, surge o primeiro golo do jogo! Lance de ataque do Vitória, com Victor Garcia a cruzar a bola que sobrevoa toda a área e Raphinha sem oposição a bater José Sá.
Os "dragões" reagiram bem ao golo, mas continuaram sem conseguir penetrar na defensiva do Vitória. Dava a ideia da equipa estar com um futebol previsivel, mas a culpa era mais do Vitória por ter a forma do FC Porto atacar bem estudada do que propriamente a culpa ser dos azuis e brancos.
Em cima do intervalo, uma excelente jogada indivudual de Brahimi, com o argelino a cruzar tenso com a bola a passar toda a area mas sem surgir ninguém para fazer o desvio.
Uma primeira parte onde o Vitória apresentou uma estratégia quase irrepreensível. A equipa esteve sempre bem estruturada, assertiva e construiu o seu jogo de forma inteligente. Para além disso, foi eficaz na grande ocasião que teve.
O FC Porto teve mais bola, mais iniciativa, "apertou" em algumas alturas o Vitória mas nunca conseguiu concretizar uma situação de forma a fazer o golo.
Nestes primeiros 45 minutos, houve duas situações de aparente grande penalidade, uma para cada lado, que o video-árbitro poderia ter aprofundado e talvez assumir uma decisão diferente.
No segundo tempo, o Vitória a surgir mais subido de forma a que o FC Porto não entrasse forte, mas a verdade é que a equipa de Sérgio Conceição surgiu com mais rapidez de processos e mais agressivo e em duas ocasiões esteve perto de igualar a partida. Aos 49 minutos, Douglas a sair aos pés de Oliver e de seguida o brasileiro a voar autenticamente e a parar um cabeceamente de Aboubakar que levava selo de golo.
O "suspeito do costume", Danilo Pereira, a empurrar a equipa para a frente, coloca a bola na direita em Corona que por sua vez coloca a bola na área onde aparece Aboubakar que com um remate forte não dá hipotese a Douglas. Estava assim feito o empate no Dragão.
Com 60 minutos de jogo, via-se um Vitória sem capacidade para construir o seu jogo, devido à agressividade com que o FC Porto colocava no jogo. Quer na pressão para recuperar o esférico, quer no processo ofensivo.
Aos 61 minutos um golo de génio, um golo de pura classe! Telles, coloca a bola em Brahimi, que passa pelo adversário e de forma repentina pica a bola a Douglas e faz a reviravolta no marcador. Excelente golo do argelino do FC Porto!
O melhor que o Vitória fez até então, foi por intermédio de Heldon aos 75 minutos,mas o remate saiu muito por cima da baliza de José Sá.
Aos 79 minutos, um cruzamento teleguiado de Hernâni para a área onde aparece Moussa Marega de cabeça a fazer o terceiro golo do jogo. Douglas sem hipótese nem se fez ao lance.
Pouco depois e já com o Vitória "de rastos", Ricardo na direita, cruza para a área onde aparece de novo Marega e fazer o quarto golo da noite.
Aos 87 minutos e após muita displicência da defensiva do FC Porto, Heldon em drible conseguiu reduzir a desvantagem com um remate rasteiro junto ao poste direito da baliza de José Sá.
Uma vitória justa e clara do FC Porto, mas é preciso dizer que a equipa de Pedro Martins valorizou esta vitória, principalmente pelo que fez na primeira parte. Complicou e muito a tarefa dos "dragões" onde apresentou uma estratégia bem definida e durante 45 minutos, eficaz.
Em desvantagem ao interregno, o FC Porto fez o que tinha que fazer. Mudar a sua forma de estar no jogo, foi mais agressivo e mostrou mais rapidez nos seus processos de jogo.
Depois quando se tem jogadores com a qualidade individual como tem Aboubakar e Brahimi, arrisca-se a vencer. Isto para não falar de Danilo Pereira que é um jogador cada vez mais "à Porto", conforme o classifiquei durante toda a época passada.
Uma palavra para a equipa do Vitória, que teve fez uma primeira parte madura, inteligente e com o golo marcado, podemos dizer que tudo estava a correr de feição. No segundo tempo, a equipa surgiu mais subida para tentar contrariar a reação inicial do FC Porto, mas não teve capacidade fisica nem mental de contrariar o poderio do FC Porto. Após o segundo golo a equipa caiu por completo e foi apenas uma questão de tempo até surgirem os outros golos. De qualquer forma é de destacar a maneira como se apresentaram esta noite no Estádio do Dragão, repito, principalmente no primeiro tempo.
A Bola É De Todos

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