Estádio de Alvalade a receber a partida entre o Sporting e o Desportivo das Aves referente à 18° jornada da Liga NOS.
Jorge Jesus desenhou um 11 inicial dentro do seu habitual, mas com uma novidade. Rúben Ribeiro estreou-se com a camisola leonina e logo a titular. O ex-Rio Ave, jogou no apoio ao ponta de lança holandês Bas Dost.
Uns primeiros 10 minutos, com o Sporting a ter mais bola, mais iniciativade jogo, um maior domínio, mas a sentir dificuldades em incomodar de forma efetiva o experiente Quim, muito pela forma compacta que o Aves estava defensivamente posicionado.
A equipa de Lito Vidigal, como disse anteriormente, estava bem posicionada e procurava maioritariamente sair de forma rapidíssima ora por Salvador Agra ora por Amilton, no entanto também construía bem de forma continuada com o apoio dos seus laterais.
No minuto 11, uma das rápidas transições do Aves, Amilton pelo corredor esquerdo, entra na área remata rasteiro, valendo Patrício que fez a mancha.
Aos 18 minutos, de novo o Aves com o seu contra-ataque desta feita pelo corredor direto, onde Agra surge entre Coentrão e Mathieu, isola-se num frente a frente com Patrício, valeu Rui Patrício rápido a sair aos pés do jogador avense e a defender.
Só aos 20 minutos o Sporting consegue rematar através de Piccini que flete para a zona central e remata de pé esquerdo, mas direta a Quim.
Aos 24 minutos Bas Dost cabeceia ao lado da baliza de Quim, algo que serviu quase de aviso para o que iria chegar aos 31 minutos. Lance de Ruben Ribeiro, que tira por duas vezes o defesa da sua frente, cruza para a área, onde aparece sem marcação Bas Dost e sem dificuldade, de cabeça abre o marcador em Alvalade.
Aos 36 minutos, Bruno Fernandes de fora da área remata forte com a bola a não passar muito longe da baliza de Quim.
Ao minuto 37 houve um lance de possivel grande penalidade na área leonina. O árbitro podia ter recorrido ao video-árbitro para dissipar qualquer dúvida acerca do lance com Alexandre Guedes. Não consegui ficar esclarecido pela imagens. Neste tipo de lances, a intensidade é sempre a discussão principal.
Ao minuto 41, excelente jogada do Aves, em toda a largura do campo, com Amiton a começar a jogada, vira de flanco para Agra, este cruza tenso e Amilton de cabeça atira à barra de Patrício. Excelente momento do Desportivo das Aves.
Uma primeira parte onde o Sporting teve um maior domínio como não poderia deixar de ser, mas sentiu dificuldades para criar perigo efetivo, para além do seu golo.
Por outro lado, o Aves tem estado personalizado. Demonstrou sempre coesão, mediante as suas limitações, mas, tem saido bem para o ataque. Quer em contra-ataque, quer no ataque continuado.
A eficácia é a palavra de ordem neste momento, mas fica um evidente amargo de boca para o Aves, pela exibição muito bem conseguida até ao momento.
Na segunda metade do encontro, o Sporting entrou muito forte, a carregar para fazer o segundo golo e aos 49 minuto, Vitor Gomes, comete grande penalidade sobre Gelson Martins. Na conversão, Bas Dost não perdoa e faz o segundo golo do Sporting e o seu segundo golo no jogo.
O Aves não caiu, manteve sempre a sua ideia de jogo e continuou a procurar jogar com critério e com qualidade na construção do seu jogo ofensivo.
Aos 62 minutos, Bas Dost sofreu uma lesão nas costas e no pescoço onde se recorreu ao video-árbitro para decifrar se houve falta ou não. Na minha forma de ver e pela imagem atrás da baliza, Nildo vai contra o avançado holandês, pareceu-me grande penalidade, mas a intensidade e a distância da imagem, não me deixa ter um maiornl esclarecimento do lance.
Aos 89 minutos e para fechar o jogo, excelente abertura de Bruno Fernandes para o corredor direito knde estava Piccini, o italiano cruza para a área onde estava sem marcação Bas Dost e como já é hábito, o holandês a não perdoar. Estava assim feito o 3-0 em Alvalade.
Uma vitória justa do Sporting,onde sai mais valorizada a vitória pela segunda parte do que pela primeira. O Aves poderia ter tido e merecia mais sorte, mas só se pode queixar de si.
Mesmo tendo mais bola e mais iniciativa no primeiro tempo, o Sporting surgiu quase transfigurado no início da segunda parte. Mais rápido nos processos, com maior intensidade e foi dai que conseguiu a grande penalidade que lhe deu outra estabilidade no jogo.
Depois com a sua qualidade e maturidade, o Sporting fez a gestão do resultado e dos próprios jogadores.
O Desportivo das Aves fez uma primeira parte muito bem conseguida, onde poderia ter tirado dividendos caso fosse mais eficaz. Quando não se marca, arrisca-se a sofrer e assim foi.
No segundo tempo, O Aves não conseguiu contrariar a entrada forte do Sporting e durante os segundos 45 minutos,não conseguiu criar perigo como fez na primeira parte, mas mesmo com dois golos de desvantagem, nunca se desiquilibrou e procurou jogar o jogo pelo jogo, mediante as suas possibilidades.
Eu tenho elogiado esta equipa do Desportivo das Aves desde o início da temporada. Deixou-me algo espantado o percurso que fez até Lito ter pegado na equipa, porque tem de fato um conjunto de excelentes jogadores e para todas as posições. A posição que ocupa na tabela, não espelha, de todo a qualidade que existe no plantel.
Hoje, o Sporting foi melhor, principalmente na segunda parte, mas no primeiro tempo, o Aves podia ter surpreendido e muito a equipa leonina. Nesta partida a equipa de Lito Vidigal, só se pode queixar de si e da sua ineficácia.
Uma palavra para Ruben Ribeiro que fez a sua estreia pela equipa leonina. Nota-se a falta de entrosamento, estranho seria o contrário, mas o jogador de 30 anos, esteve bem com bola, e o primeiro momento de relevância para o Sporting começou nos seus pés.
Jogou atrás do avançado, algo que não vinha fazendo no Rio Ave, onde jogava mais no corredor esquerdo, mas hoje ficou evidente que é mais uma opção de Jesus para jogar na zona central onde pode ser muito útil no futuro, principalmente no jogo entre linhas.
A Bola É De Todos

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