Avançar para o conteúdo principal

Jornada 34 da Liga NOS (Moreirense 3-1 FC Porto)





Jogo entre o Moreirense e o FC Porto, num jogo sem objetivo para os "dragões", mas de uma extrema importância para a equipa de Moreira de Cónegos.

A grande novidade nos "azuis e brancos" foi a entrada de José Sá para o lugar de Iker Casillas.

O Moreirense sabia que precisava vencer para permancer no escalão máximo do futebol português, e por isso mesmo procurou assumir as despesas do jogo e aos 3 minutos podia mesmo ter aberto o marcador, num bom cabeceamento ao qual José Sá se opôs com qualidade.
O Porto subiu no terreno, começou a pegar no jogo, com mais bola mas sem criar situações de grande relevo.
Aos 15 minutos, jogada pelo lado esquerdo do ataque da equipa de Petit, com Rebocho a fazer um cruzamento forte e tenso e Boateng mesmo à ponta de lança, a bater Sá com um excelente golpe de cabeça.
Brahimi procurava ser o maior desiquilibrador dos "dragões", sempre o mais inconformado.
Moreirense sempre bem posicionado defensivamente e muito bem nas saídas em contra-ataque, a mostrar critério. Perto da Meia hora Frederic Maciel, pelo lado esquerdo a criar calafrios na defensiva do FC Porto.
Aos 37 minutos, Felipe não soltou a bola de forma simples, Boateng rapidíssimo, recuperou a mesma e, isolou o número 67 da Moreira de Cónegos( Maciel) que na cara de Sá faz o 2-0.

Um Porto lento, "levezinho" e previsível, com bola e sem critério na zona de finalização.
O Moreirense sem bola, mas "matreiro" no contra-ataque e aproveitou 50% das oportunidades.
Para além da diferença da qualidade individual e coletiva, Petit decidiu ter apenas 2 homens no miolo contra 3 do FC Porto. Algo arriscado, mas que está a dar resultado até ao momento. 

No segundo tempo, Nuno fez alterações na procura de mudar por completo o rumo do jogo, mas sempre com lentidão de processos o que dificultava o desiquilibrio na defensiva do Moreirense.
A equipa de Moreira de Cónegos manteve sempre a mesma forma de jogar e a forma de estar do FC Porto facilitava abordagem ao jogo por parte da equipa de Petit.
A melhor oportunidade dos "dragões" até então surgiu por Danilo, que quase dentro da baliza foi displicente e atirou por cima.
O Moreirense quase que abdicou de atacar e preocupou-se apenas a estar bem defensivamente.
Pouco passava dos 60 minutos jogada de ataque portista com boa jogada inicialmente de Soares onde no final, é Maxi de forma pouco ortodoxa a reduzir para 1-2. Belo golo de Maxi!
Aos 70 minutos Nildo na marcação de um livre ainda distante, obrigou José Sá a fazer a defesa da tarde.
A equipa de Cónegos ficou algo nervosa, mas teve cabeça fria e Boateng, após uma falha grave de Felipe, coloca a bola em Alex que faz o 3-1 e "matou" o jogo.

Uma vitória justa do Moreirense que faz história. Nunca tinha vencido o FC Porto em jogos a contar para a Liga.
Petit volta assegurar a permanência de uma equipa na Liga NOS depois de na época passada ter feito a prosa com o Tondela.
Um jogo cinzento dos dragões que melhorou um pouco na segunda parte com a entrada de Corona e André Silva.

Na primeira parte não entendi a situação de Felipe a marcar um livre muito perigoso bem na entrada da área. Com Brahimi e Herrera por exemplo,ser o central a marcar, causou-me alguma estranheza. Mas se nos lembrarmos de Lindelöf...!

Com todo o respeito pelos meus caros leitores Portista é que se revêem na tal "Liga Salazar" que alguém quer fazer prevalecer, penso que perde todo o sentido quando se fazem jogos desta qualidade. Com a equipa na máxima força, o FC Porto fez um jogo fraco principalmente na primeira parte. Como disse em outras ocasiões, a arbitragem não justifica tudo, muito menos quando não se joga para ganhar.


#Abolaedetodos

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Mercado: AC Milan contrata André Silva (FC Porto)

Caros leitores, está confirmada a primeira venda do FC Porto. André Silva, a mais jovem pérola dos "dragões" foi vendido ao AC Milan por 38 milhões de euros mais 2 milhões por objetivos. O Internacional português assinou um contrato com vínculo para as próximas cinco temporadas, ou seja até 2022. Penso que foi uma excelente venda. E olhando as necessidades atuais do FC Porto, os valores em cima da mesa tornaram-se irrecusáveis. Mas tal como disse nos jogadores do Benfica, com uma cláusula se rescisão de 60 milhões de euros, poderiam ter esticado um pouco mais, olhando à juventude, potencial e qualidade que apresenta neste momento. As prestação do jogador durante a temporada, e sendo já internacional A e titular na Seleção, deveriam ter sido fatores para fazer subir a parada. Pelo menos os 40 milhões de euros "limpos". Não tenho dúvidas que noutros tempos Jorge Nuno Pinto da Costa, recusaria prontamente esta proposta do Milan pelo jogador. Mas a necessidade d...

Mercado de transferências: "Money Talks"

A fortuna fala cada vez mais alto no mundo do futebol. Fortuna essa que "nasce" nas terras das arábias e nos negócios dos multimilionários asiáticos e russos. Contratar alguns dos melhores jogadores do mundo, ou 'craques' que estão a ser destaque em devida altura, fazem com que o desporto rei se torne um "hobby" para quem não tem noção e na verdade não sabe valorizar o significado de ter milhões e milhões de euros. Neste mercado de transferências tendo em vista a preparação da temporada 17/18, equipas como o Manchester City e o AC Milan, estão dispostos a tudo para vencer titulos imediatamente e para voltarem a ser destaques no futebol mundial. A equipa do sheik Mansour bin Zayed Al Nayan, até ao momento gastou em apenas 6 jogadores, um valor de 240 milhões de euros. Valor que pode aumentar mediante os objetivos definidos nos contratos dos jogadores. A maior curiosidade nestas contratações, principalmente pela exorbitância gasta, é que com a exceçã...

Ainda se lembra de... Juninho Pernambucano

Esta semana a nossa rubrica "Ainda se lembra de..." fala português...do Brasil. O seu nome é Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, mas para o mundo do futebol o seu nome é...Juninho Pernambucano! Nascido no Recife, Pernambuco, no dia 30 de Janeiro de 1975, Juninho iniciou o seu percurso no futebol com 16 anos de idade no clube da sua terra, o Sport Clube Recife. Passados pouco mais de dois anos, Juninho foi chamado à equipa principal onde no ano de 1993( 11 de Novembro) fez a sua estreia. Destacou-se com a camisola do "Leão", tornou-se numa referência da equipa, um idolo para a massa associativa do Sport e suaz exibições e os seus golos de livre começaram 'aqui' a ser famosos, com tudo isto, começou a cobiça de clubes de maior dimensão. O Vasco da Gama, fez uma proposta que foi aceite e em 1995 Juninho integrou " o gigante da colina" . Teve dificildades em cimentar-se na equipa titular onde só em 1997 conseguiu ter a importância desejada...