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Ainda se lembra de... Roberto Baggio




Caros leitores, esta semana vamos viajar até ao norte de Itália, onde nasceu o (considerado unanimemente)melhor jogador de todos os tempos daquele país.


Roberto Brasilianni Baggio nasceu no dia 18 de Fevereiro de 1967 na localidade de Coldogno, perto de Vicenza.
O seu início no futebol de formação foi no clube da terra com apenas 9 anos. Mas, rapidamente chamaria atenção e o Vicenza, que era o maior clube da zona iria contrata-lo aos 13 anos.
Foi nesse mesmo clube que com 16 anos, Baggio se estreava na equipa Principal.
Permanceu durante três temporadas ao serviço dos "Biancorossi" .
A sua qualidade era bem evidente e não deixava dúvidas de estava "ali" um "diamante". No ano de 1985, com 18 anos e já com duas operações ao joelho do tempo do Vicenza, Roberto Baggio foi contratado pela Fiorentina onde permanceu até 1990. Depois de mostrar muita da sua capacidade, de marcar presença em muitos jogos e marcar muitos golos durante os 5 anos na formação "viola", a Juventus surge no seu horizonte.
Naquela altura Baggio era o jogador predileto da massa associativa e a transferência para a "Vecchia Signora" causou uma tremenda confusão em Florença.
Como se não bastasse o situação que foi criada por esta transferência, na primeira vez que vestiu a camisola da 'Juve' foi frente à Fiorentina. Negou-se em marcar uma grande penalidade, o seu colega de equipa falhou a conversão, a Juventus perdeu o jogo(1-0) e no final Roberto Baggio beijou um caschecol da sua ex-equipa. Criou um natural mau estar na sua nova equipa e para além de idolatrado pelos adeptos "viola" passou a ser ainda mais respeitado pela sua antiga equipa.
Mas tudo passou rapidamente quando Baggio passou a ser um destaque e se tornou um idolo da 'Juve'.
Em 1993 e no auge da sua carreira, Roberto Baggio foi considerado o melhor jogador do Mundo distinção dada pela FIFA onde também estavam na luta pelo troféu Romário e Denis Bergkamp. Recebeu também por parte da conceituada revista France Football o Ballon d'Or, prémio atribuido ao melhor jogador atuar na Europa.
Pouco depois tornou-se capitão de equipa, e na temporada 94/95, conseguiu o tão desejado título de campeão italiano. Nesa equipa constava nomes como o português Paulo Sousa, ou o jovem que começava a ser um destaque, Alessandro Del Piero.
No final dessa grande temporada e depois de ter conquistado o 'Scudetto', Baggio assinou pelo rival AC Milan de Silvio Berlusconi. Foi novamente campeão nacional em Itália,tornando-se num jogador com o feito de ser campeão em Itália de forma consecutiva e por equipas diferentes. Embora tenha mostrado a sua qualidade e ter feito mais de 60 jogos nas duas épocas pela equipa 'rossonerri', Baggio não foi o jogador que todos esperavam de tal forma que procurou relançar a carreira no modesto Bolonha. Esteve apenas uma temporada em Bolonha, mas conseguiu o que queria. Voltou a sentir-se "vivo" e o Inter de Milão contratou-o para fazer dupla de ataque com Ronaldo Lima, o fenómeno!
Passadas duas temporadas, 59 jogos e 16 golos marcados ao serviço dos 'nerazzurri' surge no ano 2000 o ultimo clube da carreira de Baggio, o Brescia. Permaneceu no clube durante quatro temporadas onde continuou a mostrar o porquê de ter sido quem foi durante toda a década de 90.
Terminou a carreira em pleno San Siro frente ao AC Milan e foi aplaudido de pé durante 3 minutos por cerca de 80 mil pessoas.
A camisola "10" do Brescia ficou imortalizada desde a chegada de Baggio até daquele momento de despedida em 2004. Até aos dias de hoje, mais nenhum jogador usou aquele número nas costas.


Em termos de Seleção, Roberto Baggio vestiu a camisola da 'squadra azzurra' pela primeira vez em 1988 quando estava em alta na Fiorentina, desde dai esteve presente em 57 jogos marcando 27 golos e é o único jogador italiano a marcar golos em três Mundiais diferentes.
Certamente que o Mundial dos Estados Unidos em 1994 é a memória que infelizmente todos guardamos quando ouvimos ou lemos algo sobre Baggio. Aquele penalti falhado em pleno Estádio Rose Bowl, em Los Angeles, jum frente a frente com o guardião brasileiro Taffarel, em que o italiano atirou por cima, foi um momento que os amantes do futebol nunca vão esquecer e foi um momento que marcou até aos dias de hoje o futebol italiano.


Em termos de características, ' Il Codino Divino' (como era tratado devido ao seu cabelo em forma de rabo de cavalo)
Foi um jogador que hoje em dia conhecemos por 9 e meio, não era um ponta de lança, mas movimentava-se nas imediações da zona(se bem entendido). Tinha um enorme faro pelo golo, uma grande capacidade técnica(um enorme domínio de bola),uma visão de jogo de excelência e mostrava muita qualidade em lances de bola parada.
No total da sua carreira, Roberto Baggio esteve em 701 jogos e fez balançar as redes por 318 vezes.


Esta lenda não teve muitas conquistas coletivas ao longo da sua carreira e teve na final de 94 um momento marcante na carreira de um futebolista, mas viu as suas competências serem valorizadas principalmente com o galardão de melhor do planeta. Roberto Baggio é uma referência do futebol Mundial que jamais poderá ser apagada. Foi um génio do futebol italiano,que marcou o mundo futebolístico na década de 90 e mesmo com as graves lesões que teve durante a carreira e o azar com alguns treinadores, o 'Codino Divino' tal como disse um dia Michel Platini: "é único e imortal..."



#Curiosidade: em toda a carreira esteve na conversão de 117 grandes penalidades. Convertou em golo 104, dos falhados, 12 foram defendidos pelo guarda-redes e apenas 1 foi atirado para fora...o do Mundial de 94!




#rubrica_ainda_se_lembra_de



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