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Liga NOS 17/18: 6° Jornada: Rio Ave vs FC Porto (1-2)




O Estádio dos Arcos foi palco do jogo entre o Rio Ave e o FC Porto num encontro referente à 6° jornada da Liga NOS.



A equipa de Sérgio Conceição com alterações no 11 e no sistema tático. Saí Oliver, Corona e Soares e entra Aboubakar, Otávio e Herrera .
O esquema escolhido passou a ser o 4-2-3-1 em detrimento do habitual 4-4-2.


Um inicio de jogo muito disputado no meio campo, taticamente muito bom, mas aos olhos do espetador não deixava que fosse um grande jogo de futebol.
Aos 10 minutos de jogo a primeira situação de perigo. Ricardo Pereira num cruzamento para Brahimi e o argelino atirar ao lado. Excelente oportinidade para os "dragões" abrirem o marcador.
Depois dos 20 minutos, o jogo tornou-se mais aberto, com parada e resposta.
O FC Porto mostrava-se mais pragmático, mais objetivo na forma de atacar, mas o Rio Ave mesmo não conseguindo criar perigo efetivo, o balanceamento ofensivo e a forma dinâmica de construir o jogo ofensivo dava qualidade ao jogo da equipa.
Aos 24 minutos boa jogada de entendimento da ala direita do Rio Ave com Lionn e Nuno Santos, com o brasileiro a cruzar mas Guedes a não conseguir finalizar com qualidade devido ao incômodo causado por Ricardo Pereira.
Na resposta o FC Porto poderia ter chegado ao golo por Marega. O maliano com um remate fortissimo faz a bola bater com estrondo na barra.
Depois da meia hora a equipa azul e branca teve duas oportunidades que acabaram por serem anuladas (e bem) por fora de jogo, primeiro num lance com Aboubakar e de seguida com o central Felipe. Ficou as boas ocasiões de perigo efetivo.


Uma primeira parte de futebol, por vezes um tanto "mastigada" devido ao volume de jogo no meio campo onde havia um maior aglomerado de jogadores. O FC Porto teve as melhores situações para se adiantar no marcador, mas a equipa de Miguel Cardoso também conseguiu criar frisson junto da baliza de Casillas, mantendo sempre em alerta a defensiva azul e branca.



O segundo tempo mostrou inicialmente um FC Porto diferente taticamente o que me pareceu baralhar mais as marcações do Rio Ave. Para além disso, surgiu mais decidido e mais perigoso.
A equipa vila-condense não conseguia construir com qualidade nem sair em contra-ataque.
Os "dragões" ameaçaram com perigo efetivo desde o início. Aboubakar por duas ocasiões e Felipe. Até que ao minuto 54 e depois de um canto batido pelo lado esquerdo do ataque dos "dragões", Danilo Pereira com um "tiro" de cabeça abre o ativo nos Arcos.
A equipa de Miguel Cardoso não conseguia criar qualquer tipo de perigo para a baliza de Casillas.
Moussa Marega era dos mais interventivos no jogo ofensivo azul e branco e aos 67 minutos de forma possante faz todo o corredor direito, deixando a bola para Brahimi que também tem um excelente trabalho antes de cruzar para a área onde surge o maliano a fazer o 0-2 de forma fácil mediante alguma displicência ou falta de agressividade da defensiva do Rio Ave.
Na entrada para os últimos dez minutos de jogo e sem Alex Telles no lado esquerdo da defesa, surge o golo se Nuno Santos numa evidente falha de marcação devido a essa ausência que ainda não tinha sido devidamente colmatada por Ricardo Pereira. Algo que não retira o mérito à equipa do Rio Ave que aproveitiu e bem a oportunidade de reduzir para 1-2.
Em cima do fecho da partida e mesmo com a incógnita no resultado final, Soares teve nos pés a oportunidade de "matar" o jogo. O brasileiro rematou de forma perigosa com a bola a passar a milímetros do poste direito de Cássio.


Uma vitória sem contestação do FC Porto , num jogo onde (para além dos golos) estiveram sempre mais perto do marcar.
Sergio Conceição optou e bem, por colocar mais um homem que quando a equipa não tem bola, junta-se ao miolo. O que aconteceu no jogo ao meio da semana frente ao Besiktas e mesmo o que sofreu o Benfica em Vila do Conde com apenas dois homens no meio campo, serviram de aviso para entre confronto .
O Rio Ave fez uma primeira parte interessante, com qualidade e mesmo que não tenha criado perigo efetivo, criou frisson suficiente para deixar em sentido a defensiva do FC Porto.
No segundo tempo a equipa de Miguel Cardoso não conseguiu ser incomodativa(para além do golo), muito por culpa da postura dos "dragões". A diferença no marcador e a incógnita até ao apito final,não espelha a clara superioridade azul e branca.


Quero deixar apenas duas notas. Uma para Ruben Ribeiro. É um jogador que aprecio e sigo a sua carreira desde os tempos em que representava o Leixões. Nos últimos dois anos evoluiu imenso taticamente. Com a sua irreverência natural aliado a esta evolução tática, Ruben está neste momento um jogador de elevada qualidade. Aprendeu muito com Luis Castro e assim continua com Miguel Cardoso.

A segunda é para Sérgio Conceição. O treinador azul e branco está a ter uma postura( até ao momento) que tenho que referir. Eu disse aquando da sua escolha que o seu temperamento seria um problema com que o FC Porto teria que lidar...especificamente a equipa que poderia passar momentos sem contar com treinador no banco. A verdade é que neste momento, Conceição está com uma postura de líder para com a sua equipa técnica e para com o grupo de trabalho. O que demonstra o compromisso com os objetivos do clube. Bem sei que ainda é cedo, os resultados também têm corrido de feição e que vamos apenas com seis jornadas, mas neste momento deixo esta nota.



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