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Os "grandes" na Taça de Portugal




Este fim de semana houve taça de Portugal e com isso chegou de novo o futebol dos "grandes".

O primeiro a entrar em campo, o Sporting CP, venceu o Famalicão que levou cerca de 1000 pessoas a Alvalade. Algo que merece sem dúvida uma nota de destaque.

No que toca ao jogo, Jesus quis fazer deste jogo uma espécie de laboratório de invenções, que só a lesão de Jonathan fez a equipa leonina voltar ao seu estilo mais habitual, com os jogadores a estarem nos seus lugares mais confortáveis.
Numa noite de outono, o que aqueceu mais os adeptos foi mesmo o remate do meio da rua de Bruno César ao poste direito da baliza de Gabriel.
O Famalicão parecia levar a lição bem estudada embora houvesse mais iniciativa de jogo dos "leões", conseguiu levar o nulo até ao intervalo.
Se alguém ainda tivesse dúvidas, da importância de Bruno Fernandes no futebol do Sporting, acho que ficaram(mais uma vez) dissipadas.
Primeiro numa assistência para Coates na cobrança de um pontapé de canto e depois num cruzamento para Bas Dost.
Não só por dar golos a marcar mas a performance que Fernandes e Gelson dão ao futebol leonino faz com que eles sejam "peças" imprescindíveis e sem substitutos para os fazer descansar.
Rui Patricio também merece uma nota de destaque. Defendeu uma grande penalidade, mas com o resultado na margem mínima, negou o empate ao Famalicão com a bola perto da linha de golo.

O Sporting foi mais forte, foi melhor em todos os aspetos do que a equipa do Famalicão, mas a qualidade individual é que fez sobressair essa diferença.


No jogo do dia seguinte, nós já sabiamos que a equipa do Portimonense é matreira, um tanto perigosa e tem um contra golpe que por vezes faz a diferença. Partindo do princípio que Sérgio Conceição também o sabia, o FC Porto passou um mau bocado, por culpa própria, mas também é preciso dizer que o plantel curto que falo desde o início da Liga, fez-se sentir nesta noite no Dragão.
Digo isto sem querer tirar qualquer mérito ao conjunto de Vitor Oliveira.
A falta de opções por vezes também obriga a alterar a forma de jogar e quero acreditar que para além de querer dar minutos a jogadores como Oliver e por não ter homem para juntar a Aboubakar, fez o 4-3-3 ser uma realidade.


Aos 5 minutos o FC Porto já vencia graças a um golo de Danilo Pereira, e o mesmo pouco tempo depois podia ter ampliado a vantagem. Certamente que muitos leitores e adeptos se lembraram do jogo da Liga onde os "dragões" venceram por 5-2. Mas, não foi o que efetivamente aconteceu.
Nakajima, andou sempre irrequieto, como aliás já é habitual no seu futebol. Era ele que procurava incomodar Casillas e, o golo do empate marcado por Wellington, começou nos pés do japonês e pelo meio teve o contributo de Felipe.

Na segunda metade esperava-se um FC Porto com capacidade de mostrar o porquê de ser o líder da Liga e que iria mostrar quem manda em casa, mas não foi evidente essa superioridade azul e branca.
Já com menos de meia hora para se jogar, Pedro Sá do meio da rua mexeu de novo no ativo, fazendo o 1-2 para o Portimonense e assim colocava a equipa de Sérgio Conceição fora da Taça.
Com mais um homem em campo, o FC Porto tinha que quebrar o gelo provocado pelo golo algarvio. Com 7 minutos de compensação para se jogar, Telles lançou Aboubakar que na cara Carlos Henriques não perdoou e já perto do fim, quando se esperava por mais 30 minutos de futebol, Brahimi rapidíssimo na esquerda, mostrou frieza e arrumou com a questão deixando Vitor Oliveira sem presente de aniversário.

Uma vitória sofrida pela forma como o FC Porto encarou o jogo após o seu primeiro golo e uma excelente atitude e personalidade da equipa do Portimonense que deixou o Dragão a tremer. Brahimi mostrou que é o "rei" e Casillas não teve o melhor regresso um mês e meio depois.


Para terminar, o Benfica defrontou o Vitória de Setúbal e o 4-3-3 voltou a ser o esquema preferido de Rui Vitória. O que mostra que finalmente viu e sentiu que é o melhor caminho a seguir.
Franco Cervi, mostrou o porquê de eu o destacar tanto neste plantel encarnado. É rápido, pragmático, assiste tem um excelente entendimento com os colegas, principalmente com o lateral, seja Grimaldo ou Eliseu e desde que chegou à Luz que tem...golo. Ontem voltou a mostrar tudo isso e foi dele o golo que fez mexer o marcador pela primeira vez e a assistência para o golo de Krovinovic que já estava a pedi-lo desde há muito tempo.

Não foi um jogo de grande intensidade encarnada. O Benfica com alguns titulares de fora, fez o necessário para vencer, mas muitas vezes de forma lenta e isso deu chance para que houvesse algum atrevimento sadino.
Este é o caminho a seguir, mas falta mais intensidade e pragmatismo.
Este modelo é recente e mexe com alguns aspetos que os jogadores já tinham por rotinas antigas, mas acredito que aos poucos o "andamento" será outro, até porque duelos importantes aproximam-se e é preciso mostrar uma postura de tetra campeão que tem faltado em muitos momentos desta época.
Samaris mostrou mais uma vez o porquê de eu preferir Filipe Augusto ao grego. Sempre faltoso e a dar a ideia de andar desamparado dentro de campo. Tal como eu sempre frizei não tem um posicionamento correto e frente a equipas atrevidas Samaris deixa bem evidente essa lacuna.

Rafa teve nova oportunidade depois de alguns jogos na bancada. Demonstrou vontade e tem capacidade para muito mais, mas é bem visível a falta de confiança que já referi e em termos motivacionais mexe com o jogador.

O Benfica depois do golo marcado por Cervi de fora da área,teve mais algumas oportunidades relevantes para ampliar o resultado mas nunca o conseguiu.
Como os encarnados não arrumavam com a questão, acredita o Setúbal de que podiam tirar dividendos dessa falta de objetividade do Benfica. Foi então que apareceu Bruno Varela a negar o golo a João Amaral, Arnald e a Semedo.
Gonçalo Paciência não marcou mas foi uma dor de cabeça para Jardel, se tivesse algum apoio na frente talvez conseguisse tirar mais dividendos.
Na temporada passada eu previ que Krovinovic iria ser reforço encarnado porque tinha um futebol que ia de encontro à forma e ao "toque de bola" do Benfica e ele desde que começou a jogar e a ser titular num modelo de 3 médios tem feito jus a isso mesmo. Certamente que será um jogador fundamental para o futuro encarnado, ainda mais do que começa a ser no presente.

Em suma, fica uma vitória justa do Benfica que foi melhor, mas o deixar o Setubal crescer e acredita que podia surpreender, não deixou essa clareza.
A equipa de Rui Vitória não fez um grande jogo, mas podia ter feito mais golos, assim como o Vitória de Setúbal.
Este jogo podiam ter tido muitos golos, caso Varela e Cristiano não estivessem inspirados.

Quer no jogo do Dragão, quer no jogo da Luz, houve situações que causaram indignação para os visitantes. Entre a sempre e visivel dualidade de critérios para com os "grandes", Vitor Oliveira queixou-se que Alex Telles deveria ter sido expulso e José Couceiro queixou-se uma grande penalidade cometida por Bruno Varela.
A verdade é que mais uma vez ninguém liga aos "sentimentos" dos mais "pequenos" e sem sabermos os possíveis desfechos com outro tipo de decisões, a verdade é que FC Porto e Benfica com mais ou menos dificuldade passam para a próxima fase da Taça de Portugal e é isso que fica para a história.


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