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Pierluigi Collina: A arbitragem no topo do futebol mundial



Meus estimados leitores, os protagonistas principais do futebol são sem dúvida os jogadores, mas, os árbitros também são "peça" crucial na modalidade.
Na nossa "casa" ja escrevi sobre "eles", de forma construtiva e hoje, esta classe será novamente tema, mas de uma forma diferente.
Aqui podemos falar de árbitros sem ser para dizer mal e hoje farei algo algo "raríssimo na sociedade" futebolística.
Quero destacar alguém que muitos já esqueceram e que foi por este mundo fora, dos poucos que conseguiu a unanimemente de ser o melhor de todos.
O futebol Europeu teve muitos árbitros de grande competência e personalidade. Apreciei particularmente dois deles, pela forma deles atuarem, quer na principal função, como na maneira de lidar com as diferentes personalidades dos jogadores.
O inglês Howard Webb e o italiano Pierluigi Collina foram, para mim dos melhores que existiram na arbitragem mundial. Mas como em tudo na vida, procuramos o "melhor de sempre". Com todos os defeitos da sua pessoa e com os erros que possa ter cometido, para mim e com uma larga vantagem em relação aos outros, o melhor de sempre foi...Pierluigi Collina.
Pierluigi Collina, nasceu no dia no dia 13 de Fevereiro de 1960 em Bolonha.
Ferveroso adepto da Fortitudo Bologna (equipa de Basquetebol) e da Lázio, Collina ainda jogou futebol, como defesa central no Allievi da Pallavicini onde era titular. O árbitro improvável, aconteceu devido a uma lesão que o impediu de jogar foi árbitro nos jogos entre os colegas. Começou a ganhar o gosto pelo "apito" e resolveu tirar o curso de árbitro.

O seu percurso na arbitragem começou em 1977, com 17 anos de idade. Começou a ser seguido pelos observadores competentes e com 20 anos alcançou a 'Promozione', o nivel máximo regional. Três anos depois chegou às divisões inferiores italianas.
Em 1988, teve uma ascensão mais rapida do que o normal para a terceira divisão nacional, Serie C1 e Serie C2 . Três temporadas depois, foi promovido à Serie B.
Na mesma altura, sofreu uma grave Alopécia. Para os meus leitores que não sabem, Alopécia é a perda parcial ou total dos pelos numa determinada zona do corpo. Quando é no corpo todo, designa-se como Alopécia universal.
Com esse infeliz problema de saúde, Collina ficou careca e foi essa, diria a sua imagem de marca no futebol mundial. Ganhou mesmo o apelido de 'Kojak' ( 'Theo Kojak', personagem principal de uma série norte-americana na década de 70, papel protagonizado por Telly Savalas).
No dia15 de Novembro de1991, Pierluigi Collina, estrou-se na Série A, no jogo entre o Verona e o Ascoli.
No final da temporada o italiano já havia batido um recorde. Número máximo de jogos arbitrados obtido por um estreante no primcipal escalão italiano: 8.
A insígnias da FIFA que Collina obteve em 1995, deram-lhe outra projeção e iniciou a sua reputação a nível internacional. 

Este árbitro italiano, esteve presente em momentos que nós como amantes da modalidade já mais esqueceremos.
Foi ele que esteve presente no jogo entre a Nigéria e a Argentina nas Olimpíadas de 1996, onde a Seleção africana levaria o ouro oara casa, Collina foi o "homem do apito" na histórica final da Champions League em 1999 entre o Manchester United e o Bayern de Munique. Esteve no Mundial 1998, no Euro 200 e foi Pierluigi Collina, a "testemunha" do penta canarinho sobre a Alemanha no Mundial 2002.
Em 2004 foi o árbitro presente na final da Taça UEFA no jogo entre o Valência e o Marselha.
Foi eleito por sete ocasiões o melhor árbitro italiano pela pela Associação Italiana de Jogadores e melhor árbitro do mundo por seis vezes pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS).
Recebeu pela mão do Dr. Carlo Azeglio Ciampi, 10° presidente de Itália, a ordem mais alta de reconhecimento do seu país (Comendador da Ordem de Mérito da República Italiana).
Nos números totais da sua carreira,Collina esteve presente em 240 jogos na Serie A , em 109 partidas internacionais, 79 encontros na Serie B e 42 partidas na Taça de Italia.

#Curiosidade: No final da temporada 04/05, já com 45 anos, o italiano tinha atingido o limite admitido para exercer as funções de árbitro.
A Federação italiana, alterou o seu regulamento,de forma a que Collina pudesse fazer mais uma temporada. Mas por essa altura, ele já tinha assinado um contrato publicitário com uma conhecida marca automóvel no valor de 800 mil euros anuais. Essa mesma marca era o patrocinador das camisolas do AC Milan. Com isso, a Associação Italiana de Árbitros, acusou Colina de conflito de interesses e essa época "extra", acabou por não acontecer.
Outro pormenor interessante, foi Oliver Kahn, ter referido que Collina é um árbitro de classe mundial, mas que não dá sorte...referindo indiretamente ao jogo de 1999 onde perdeu a final da Champions para o Manchester United e na final de 2002 onde saiu derrotado com a sua Alemanha frente ao Brasil.
Tal como acontece com os jogadores, este árbitro era sem qualquer dúvida de classe mundial.
Defensor da linguagem corporal, algo que considera fundamental no futebol, é e será uma referência eterna para os aspirantes a árbitro, para os atuais e acredito que para os 'ex' também. Atenção que não deixo as árbitras de fora.

Pierluigi Collina, é sem dúvida uma lenda da arbitragem internacional e um dia ele disse:" O futebol não é um desporto perfeito, não entendo porque querem que os árbitros sejam...". De fato, esta é a verdade que poucos conseguem enxergar. Por vários motivos, por defeitos nos seus clubes, todos querem e gostam de levar a suspeição para a classe arbitral de forma a ficarem com as "costas mais leves" e isso é obviamente de lamentar.
Este artigo fica como referência e como apoio a esta classe que continua a passar por um clima de intimidação constante.
A imagem de marca de Collina era o arregalar os olhos para com os jogadores e impunha o seu respeito sem mácula! Esta sociedade futebolística precisava de alguém com uma personalidade forte, que tivesse uma postura vincada nos valores que defende e principalmente na própria honra das suas vidas.

A bola é de todos

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