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Miura e Faiq: Realidades distintas, com o futebol como essência...




O futebol é de fato uma paixão sem igual. Sem idade definida, sem uma altura exata para se ganhar afeto pela modalidade.
Hoje quero dar-vos a conhecer duas pessoas com idades muito diferentes, vidas distintas, mas com o futebol no centro das suas vidas.

A primeira pessoa que quero destacar, já vai na sua 33° temporada como jogador profissional de futebol, tem 50 anos e foi a inspiração para a série animada "Oliver e Benji", também conhecido como "os super campeões" ou ainda como "Capitão Tsubasa".
O seu nome é Kazuyoshi Miura, nasceu no dia 26 de Fevereiro de 1967. Fará 51 anos sensivelmente dentro de um mês. Não é o futebolista profissional mais velho em atividade, porque ainda é superado pelo uruguaio Robert Carmona, que joga em Itália no Audax Orione, com...55 anos.
Este japonês conhecido como "King Kazu", foi o primeiro jogador japonês a ultrapassar a barreira dos 50 golos, assim como foi o primeiro a ter o seu passe valorizado em 5 milhões de dólares.
Com 15 anos aventurou-se no Brasil onde jogou na Juventus, equipa de São Paulo. Teve passagens por vários clubes, entre eles o Santos, Palmeiras e Coritiba. Na Europa vestiu a camisola do Genova e Dínamo de Zagreb. No seu país, representou o Tokyo Verdy, Kyoto Sanga e desde 2005 que defende as cores do Yokohama FC, equipa da segunda divisão do Japão. Ao longo destes seus 14 anos no Yokohama FC, teve um empréstimo ao Sydney FC da Austrália .

Quando digo que Miura foi a inspiração para a criação de "Oliver", é mesmo verdade. Não há quem o assuma, mas há enormes semelhanças. Ambos nasceram em Shizuoka, ambos foram ainda adolescentes para o Brasil. "King Kazu" jogou no Santos FC e na série os "brancos" pode muito bem ser o "Peixe". Com personagens com aparência muito similar a Sócrates( na série o seu mentor Roberto) e Zico, amigo de Miura na vida real.
Há outros momentos na série que facilmente se identifica com as experiencias de vida este japonês. Desde logo na própria pessoa e na virtual. Ambos têm 1.75m e pesam 63 kg.
O seu objetivo é jogar até aos 60 anos, eu como antigo seguidor da série, ainda aguardo por um remate do "King Kazu", com a bola a ganhar um efeito tal, que quase se transforma em melão antes de chegar à baliza.

A outra pessoa é completamente diferente. De outra época, outros hábitos, outra realidade.
Existem jovens com o objetivo de jogar futebol para terem uma vida de luxo,depois existe um jovem de 19 anos, de seu nome Faiq ibni Prince Jefri Bolkiah, que para ter uma vida de luxo, não precisa do futebol.
Nasceu em Los Angeles, Estados Unidos, mas cresceu na Grã-Bretanha. O seu pai é principe de Brunei e o seu tio é o sultão do Brunei.
Com tudo isto, A sua família tem uma fortuna avaliada em 16,7 mil milhões de euros. Só para os meus leitores terem uma ideia, o seu pai, gasta por mês cerca de 40 milhões de euros em carros e relógios...de ouro. Quando fez 50 anos, pagou a Michael Jackson 14 milhões de euros para um concerto privado num estádio construido apenas para o efeito.
Mas no meio de tanta luxúria, o que interessou a Faiq foi a sua paixão. Começou a jogar no AFC Newbury, seguiu-se o Southampton e teve passagens pela formação do Arsenal e Chelsea. Atualmente defende as cores do Leicester City, mais propriamente na equipa de reservas dos "Foxy's" onde chegou em 2016. Este jovem poderia facilmente comprar uma equipa na Premier League e "brincar" com jogadores de topo, mas não. O respeito pelo desporto rei e principalmente pelo seu sonho de ser jogador, está a cima de qualquer coisa. É simples de entender e dá que pensar. Quem dera a muitas pessoas poderem mandar,fazer uma equipa,ter um clube e ter funcionários de classe só para si...certo? Este jovem bilionário tem a humildade de acatar ordens de superiores seus e estar nas reservas de um clube que não é um colosso. Dá que pensar não dá?! Isto é ir atrás de um sonho, sem querer ser superior a ninguém. É de destacar não pela sua riqueza, mas pela forma que este extremo do Leicester está a fazer a sua vida e principalmente a ter uma profissão.
Provavelmente a única excentricidade seja ter um tigre como animal de estimação...talvez,não sei.

O que quero dizer exatamente com estes dois exemplos bem distintos de profissionais, é que,muito mais do que se pode ter ou não na vida, assim como sair do bem estar ou da sua zona de conforto, rumo ao desconhecido, é o amor ao desporto rei que faz ter certas atitudes. Desde o sonho de criança, até não conseguir largá-lo ou não estar preparado para o fazer, passados tantos anos.
Podia ter destacado apenas um ou ambos em artigos diferentes, mas há um ponto que os une...a paixão pelo futebol.
Há coisas que não se compreendem. Não se consegue encontrar uma explicação plausivel para o sentimento pela "bola" . Não há raça, idade, não há nada que possa distinguir, nem nos separar uns dos outros. E bem lá no fundo é por isso que é tão especial, tão diferente...bem lá no fundo é essa a sua essência.

A Bola É De Todos

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