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Taça de Portugal: meia-final: FC Porto vs Sporting CP (1-0)




O Estádio do Dragão foi o palco da primeira mão da meia- final da Taça de Portugal do jogo entre o FC Porto e o Sporting CP.


Sérgio Conceição apresentou um 11 com duas alterações relativamente ao último jogo. Iker Casillas e Tiquinho Soares entram para o lugar de José Sá e Aboubakar respetivamente.

Igualmente com duas alterações, tem o 11 escalado por Jorge Jesus. Ristovkski e Gelson Martins, entram para o lugar de William Carvalho e Bruno César.
Não entram diretamente para as mesmas posições. Ristovkski fez de extremo direito e Gelson passou a jogar com Doumbia na frente de ataque.


Uns primeiros 16 minutos equilibrados,mas com um maior ascendente ofensivo por parte do FC Porto.
Aos 6 minutos Soares cabeceia muito por cima, mas fica na retina o excelente envolvimento atacante dos "dragões".
Aos 16 minutos, excelente lance individual de Ricardo Pereira, que sentou literalmente Fábio Coentrão, cruza para a área, mas a bola ser rematada por Herrera, mas contra um adversário.

A equipa de Jorge Jesus surgiu estranhamente num esquema de 3-4-3, onde tinha como estratégia as rápidas transições de forma a criar perigo efetivo para a baliza de Casillas, mas com dificuldades( até ao momento) e na maioria das vezes sem sucesso.
O FC Porto, estava muito coeso na zona central, com Sérgio Oliveira e com Herrera e tinha em Marega Brahimi, mas também nas subidas de Ricardo, os maiores desiquilibradores.

Em cima do minuto 20, uma boa jogada de Corona, que vê a entrada de Brahimi entre os defesas leoninos, valeu Patrício rápido a sair aos pés do jogador argelino.
Aos 24 minutos e com algumas dificuldades em chegar às zonas de finalização, Bruno Fernandes arriscou do meio da rua e obrigou Casillas a defesa apertada, na continuação do lance, Doumbia acabaria por ficar em fora de jogo.
Aos 27 minutos, livre direto e em zona frontal para o FC Porto, por falta de Piccini sobre Marega, que Sérgio Oliveira, remata colocado e atira com estrondo ao poste direito da baliza de Rui Patrício.
A equipa de Jorge Jesus , estava a sentir muitas dificuldades em incomodar o FC Porto na sua zona defensiva, até que após uma situação faltosa de Acuña, a bola sobra para Gelson, que abre para Ristovkski no lado direito que de longe remata fortíssimo, valeu Telles a desviar para canto. O melhor lance de relativo perigo para o Sporting CP!



Uma primeira parte com um Sporting algo baralhado e a procurar adaptar-se a um estilo que não é seu e um FC Porto como peixe na água e com o seu ADN de sempre.
Um FC Porto superior em praticamente todos os parâmetros do encontro até ao momento.


A primeira situação de golo iminente do segundo tempo, surgiu aos 47 minutos e para a equipa de Jorge Jesus.
Bruno Fernandes, descaido no lado direito, cruza para a área, onde surge Doumbia que remata rasteiro e valeu Ricardo Pereira no corte, desviando a bola para perto do poste, dando canto à equipa leonina. Grande momento de perigo para o Sporting!
A equipa de Jesus parecia querer algo mais do jogo, mas aos 60 minutos, o FC Porto chegou ao golo.
Sérgio Oliveira descaido no lado direito, cruza para a área de forma tensa e milimetrica para a cabeça de Soares que de cabeça não perdoa e deixa Patrício colado ao chão. Estava feito o primeiro golo do jogo!
Aos 64 minutos, nova jogada do FC Porto , com Corona a passar por Coentrão, cruza para o segundo poste onde Soares salta mais alto do que Ristovkski e com uma cabeçada colocada, obriga Patrício a uma enorme intervenção.
Com o golo, os "dragões", tornaram-se ainda mais agressivos e intensos na partida, enquanto o Sporting continuava a sentir as mesmas dificuldades que teve em quase toda a primeita parte.
O Sporting voltou ao seu seu sistema habitual e teve melhores momentos, principalmente ofensivos onde quis forçar o empate e com isso o FC Porto também esteve melhor no seu contra-ataque.


Finalmente houve um vencedor num jogo entre estes dois "grandes" do futebol português.
O FC Porto foi melhor em quase todos os momentos do jogo. Os "dragões", foram agressivos, pressionantes e muito fortes na antecipação e com isso dificultaram muito a tarefa de um Sporting órfão de uma referência ofensiva e que nunca foi feliz no último terço do terreno e por isso mesmo, Bruno Fernandes procurava muitas vezes a meia distância, sendo essa a forma de chegar a Casillas.
É fácil agora dizer que a ideia tática de Jorge Jesus não foi a mais acertada, mas a verdade é que, a meu ver, foi completamente descabida, por dois pontos que considero demasiado importantes. A importância da meia-final da prova rainha, mesmo havendo uma segunda mão em Alvalade e não ter Bas Dost para jogar como referência.
Este segundo ponto, para mim, deveria ser suficiente para não mexer no sistema habitual. A equipa está habituada a ter uma referência de ataque e hoje não teve nenhuma e ressentiu-se disso e como se não bastasses ainda teve que encarar uma nova ideia e um diferente sistema tatico. Tinha tudo para correr como correu. Não pelo resultado, mas pela exibição em si.
Em termos defensivos a equipa foi irreconhecível, pareceu-me quase sempre perdida e sem a coesão que foi demonstrando na maioria dos jogos.
Se o Sporting tivesse ganho, diria exatamente o mesmo, acrescentando que foi um risco que correu bem.

A equipa da casa, inteligentemente manteve a sua ideia de jogo, o seu estilo muito próprio, no fundo manteve o seu ADN.
Excelente a forma como jogou em antecipação e a forma agressiva como abordou todas as fases do jogo.
Teve mais lances onde poderia ter feito mais golos, mas o poste e Patrício não o permitiram.
Quero destacar Sérgio Oliveira pelo excelente jogo que fez e Ricardo Pereira pelo mesmo motivo. O lateral direito do FC Porto, está um jogador de grande nível e com uma enorme preponderância ofensiva.


Olhando para o jogo e o seu desfecho, digo que, houve um FC Porto, igual a si próprio e um Sporting que só tem como culpado o seu treinador, que a meu ver é o culpado da equipa não ter feito mais, é o culpado de ter mostrado vontade de jogar para empatar e mereceu perder não pela entrega dos jogadores, mas pela invenção habitual de Jesus quando visita o Estádio do Dragão.


A Bola É De Todos 

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